Telugu GT5, a Romi-Isetta do século XXI

Trilhos do Rio, além de trens, escreve sobre mobilidade.

Sendo assim apresentaremos a quem nunca ouviu falar a Romi-Isetta, o primeiro automóvel fabricado no Brasil.

Na década de 50 a Romi, uma das mais antigas e tradicionais indústria de máquinas do Brasil (fundada na década de 30 em Santa Bárbara d’Oeste-SP), começou a produzir a Romi-Isetta. A Romi foi a primeira empresa no Brasil a fabricar um automóvel em linha.

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Baseado no modelo italiano Isetta, desenhado pela empresa Iso Rivolta (que também licenciou a produção para a BMW na Alemanha e para outros fabricantes na Europa), as Indústrias Romi adquiriram os direitos de fabricação no Brasil em 1953.

Apesar do pioneirismo (as primeiras unidades saíram da linha em 30 de junho de 1956 com 72% de componentes nacionais), o Romi-Isetta enfrentou barreiras fiscais severas. O recém-criado Grupo Executivo da Indústria Automobilística (GEIA) do governo de Juscelino Kubitschek estipulou que, para receber incentivos fiscais, os veículos nacionais deveriam ter capacidade para pelo menos quatro ocupantes e duas portas, e isso acabou com a produção da Romi-Isetta.

Com a falta de incentivos ela tinha um custo de produção e consequentemente um custo de vendas maior do que os carros produzidos pelas montadoras estrangeiras, com fabricas no Brasil, como a Ford, GM e Volkswagem.

Telugu GT5, a Romi-Isetta do século XXI

Devidamente incentivada, como foram as outras indústrias automobilísticas, a Romi-Isetta poderia ter sido o primeiro carro de muitas famílias.

Telugu gt5

E eis que a china, sempre ela, cria o Telugu gt5, um veículo que segundo eles seria uma motocicleta superdesenvolvida, um triciclo, fabricado pela chinesa Shandong Telufu New Energy Vehicle, com preço na China, em valores convertidos, custando entre R$ 22,4 mil a R$ 26,4 mil

Telugu GT5, a Romi-Isetta do século XXI

Como já dizia Roberto Campos: “O Brasil não perde uma oportunidade de perder uma oportunidade”.

Percebe-se que o Telugu gt5 é uma versão para o século XXI da Romi-Isetta. Melhor design, melhor tecnologia e, mais uma vez por conta de nossos burocratas sem noção da época, deixamos de investir em um veículo que em sua época funcionava, e certamente em breve veremos em nossas ruas sua versão High-Tech.

Voltando aos trilhos, entendem os motivos de nossas ferrovias não voltarem? Nada tem a ver com as Teorias da Conspiração, comumente divulgadas. Normalmente tem o dedo de diversos burocratas sem noção de hoje.

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