Mais Sobre São Paulo do Sul
Essa é a segunda parte de nosso artigo sobre nossos irmãos do sul, se você não leu a primeira parte, confira, está imperdível (link abaixo)!
Contudo, aqui aprofundaremos mais as informações, nada falaremos sobre Santa Catarina e nem sobre o Rio Grande do Sul, pois seria enorme covardia com o Rio de Janeiro, uma humilhação sem tamanho, focaremos no Paraná pela integração econômica que já está acontecendo com o Mato Grosso do Sul, algo que já deveria estar acontecendo entre o Rio de Janeiro e Minas Gerais e não acontece pois como já dito aqui diversas vezes a aparência é de que nossos gestores públicos ao fim do dia dentro de suas casas entram no guarda roupa e vão para Narnia.

Não é de hoje que propomos essa integração econômica com nosso estado vizinho Minas Gerais, e isso de forma não assumida já está acontecendo com nosso estado favorito São Paulo do Sul e seu vizinho Mato Grosso do Sul. As perspectivas a longo prazo são as melhores possíveis. Poderíamos aqui, nos nossos respectivos estados replicá-las.
Fiação e Tecelagem
Não temos a menor chance de retornarmos ao que existia no passado quando o estado do Rio de Janeiro tinha o maior e mais pujante parque da indústria têxtil do Brasil. Podemos investir em parceria com Minas Gerais, onde os Mineiros plantariam a linhaça e nós a beneficiaríamos, usando o que sobrou do CETIQT para desenvolver novos modelos de ternos com linho e novas roupas femininas usando o Marketing de ser o tecido ideal para nossa temperatura. Além de desenvolver novos acabamentos e novas cores para o linho.
O CETIQT é um caso à parte, sua unidade no Riachuelo foi desativada, tendo formado ao longo de anos uma legião de técnicos têxteis além de ministrar diversos cursos para diversas áreas da indústria têxtil, e com a extinção da indústria têxtil no Rio de Janeiro ele acabou, subsiste em uma pequena unidade na Barra, dedicada a desfiles, curso de modelagens entre outros, mas que nada tem a ver com o CETIQT do passado. A enorme quantidade de confecções que antes existiam gerando muito emprego simplesmente acabou, as chamadas “pronta entrega” que existiam em prédios como o da Rua Santa Clara em Copacabana, desapareceram, o setor no Rio de Janeiro morreu.
Sabem quem hoje é o maior produtor de algodão do Brasil, sim o Mato Grosso do Sul, é provável que algum dia se o governo do Paraná resolver incentivar as confecções e fabricas de tecidos, que o SENAI abra lá uma unidade do CETIQT.
O Porto de Santos não está sendo ampliado à toa, está vislumbrando esse tipo de exportações, e o Rio de Janeiro continua estagnado. Seus portos de Angra e Niterói que poderiam funcionar estão paralisados.
O Caminho de Morsing, sendo construído e ampliado até o Paraná, poderia representar uma união logística com o Paraná e o Mato Grosso do Sul beneficiando os portos do Rio de Janeiro.
Opções Para O Rio de Janeiro no setor Textil
Já citamos aqui uma eventual parceria com Minas Gerais para o ressurgimento da indústria Textil, com a plantação em Minas da Linhaça. Mas existem outras opções bem viáveis.
Investimento na produção do “Modal” uma fibra vegetal derivada da celulose usada pela marca Insider que se tornou uma coqueluche, produzindo um tecido que não amarrota com um bom caimento. Nosso vizinho é o maior produtor de eucalipto do Brasil a região do Vale do Jequitinhonha, especialmente os municípios de Itamarandiba, Capelinha e Minas Novas, destacam-se como um dos principais polos de produção de eucalipto em Minas Gerais.
Link: https://apreflorestas.com.br/noticias/minas-gerais-lidera-producao-de-eucalipto/

A restauração de ferrovias permite trazer essa celulose ou o próprio eucalipto a ser beneficiado para novas indústrias o transformando no “modal” e posteriormente o transformando em tecido, indústrias, que venham a ser construídas no estado do Rio de Janeiro.
Outra opção é a produção no estado, do Polyester usado nas camisas da marca Domyus marca própria da Decathlon. O estado do Rio de Janeiro tem uma enorme refinaria de petróleo, pode por meio de incentivos investir em empresas que usando essa matéria prima produza o Polyester, indústrias têxteis que produzam tecidos a partir desse material e produza também roupas com esse material.


Doloroso ver que os Paranaenses estão sempre investindo em seu estado e os políticos do Rio de Janeiro mais preocupado com coisas superficiais, gerando as confusões que estão acontecendo como a do antigo presidente da ALERJ preso.
Enquanto os políticos do Rio de Janeiro se preocupam com o nada observem o que está acontecendo no Paraná. O Rio de Janeiro tinha uma unidade para produção de alimentos em Vassoura pertencente ao SENAI, que fechou. Enquanto no Rio de Janeiro fecham unidades, no Paraná foi inaugurada uma unidade bem parecida.
Empresas e Empresários
No Rio de Janeiro fica a ACRJ, Associação Comercial do Rio de Janeiro, instituição centenária criada pelo Visconde de Mauá, quantos empresários de renome hoje estão no comando da ACRJ? O último deles foi o empresário Ruy Barreto, um homem que usava a força de seu cargo em benefício do estado. E os dirigentes atuais?
Quantos empresários que fazem a diferença que existem hoje no estado do Rio de Janeiro?
- Lindemberg Gonçalves, é dono de Supermercados, dono de parte do Supermarket, uma das mais ativas redes de supermercados do Rio de Janeiro.
- David Barata, filho de Jacob Barata, um competente herdeiro do pai tocando os negócios da família.
- Arthur Sendas Filho, filho do empresário Arthur Sendas, tem tocado a participação do grupo Sendas na rede de Supermercados Assaí.
- Raphael Barreto e Ruy Barreto Filho, filhos do Sr. Ruy Barreto, tem tocado a empresa de chocolates Bhering e outros negócios da família.
Mas infelizmente tirando dessa pequena lista o empresário Lindemberg Gonçalves, nenhum dos empresários citados tem o carisma dos pais, a ACRJ carece de empresários de ponta usando a ACRJ como voz ativa e ajudando o estado a se desenvolver.
O estado do Rio de Janeiro lamentavelmente, não oferece condições a novos empreendedores.
Vejam o caso do empresário José Rizzo Hahn Filho, carioca de nascimento, foi para Santa Catarina e montou Pollux Automation, uma das maiores empresas de automação industrial do Brasil

Ou do empresário, Tallis Gomes, mineiro de Carangola que fundou a Easy Taxi, um dos primeiros aplicativos de transporte do mundo, mais um mineiro como o Sr. Ruy Barreto que era mineiro de Muriaé, que veio para o Rio de Janeiro transacionar café e como o Tallis progrediu muito, mas diferente do Sr. Ruy o Tallis foi para São Paulo, esse tem sido o destino hoje, de quem consegue iniciar algo aqui, mas rapidamente abandona o estado, e isso é muito ruim para o estado.

Até quando veremos empresários cariocas como os citados irem para outros países ou estados?
Menção honrosa ao empresário mineiro de Belo Horizonte Rui Campos, fundador e dono da Livraria da Travessa, um sobrevivente, em um meio onde gigantes como Cultura e Saraiva fecharam as portas. A Livraria da Travessa tem hoje 15 lojas espalhadas pelo Brasil e uma em Lisboa.

Precisamos encontrar formas de incentivar mais mineiros como Ruy Barreto, Tallis Gomes e Rui Campos, a virem para o Rio de Janeiro.
Essa turma que veio de Minas não anda de ônibus, só de avião, e o caminho natural podendo pegar o avião, é ir para São Paulo.
Mas e se ainda tivéssemos trens, ligando o Rio de Janeiro a Minas Gerais, eles poderiam se interessar em pegar os confortáveis trens noturnos para vir ao Rio. Percebem a importância de reativação dos trens?
Menção honrosa também aos empresários Eduardo Ourivio e Mario Chady cariocas e fundadores da rede de restaurantes Spoleto e posteriormente do Grupo Trigo que absorveu diversas operações de franquias gastronômicas. Um dos poucos motivos de orgulho do Rio de Janeiro.

E ao empresário Armando Ahmed, fundador e dono das Drogarias Venâncio. O problema é que apesar da vitalidade que ainda demonstra Armando Ahmed já tem 83 anos, vida longa e prospera ao empresário.
Um pouco da Pujança Econômica do Paraná
Aqui mostraremos algumas empresas surgidas no Paraná nos últimos 50 anos com forte alcance regional ou nacional:
- Hermes Macedo (HM), comecemos com essa rede de lojas que foi um gigante varejista na área de peças automotivas, utilidades e eletrônicos, que chegou a ter quase 300 lojas espalhadas pelo Brasil, infelizmente encerrou suas atividades por falência na década de 90.
- O Boticário, rede de lojas de perfumaria e cuidados para a pele com mais de 4000 lojas espalhadas pelo Brasil, que surgiu em Curitiba em 1977.
- Atacadão, rede de lojas de atacado fundada pelo gaúcho Alcides Parizotto em 1962 em Maringá e comprada pelo Grupo Carrefour em 2007.
- Assaí, não, o Assaí não foi fundado no Paraná, mas é a cidade de origem de Rodolfo Jungi Nagai, fundador do Assaí. Assaí é uma cidade que fica perto de Londrina, cidade de Rodolfo. A primeira loja do Assaí, foi fundada em 1974 na zona leste de São Paulo, mas na origem tem DNA Paranaense.
- Elma Chips foi fundada pelas irmãs de origem alemã Elfriede Wagner e Maria Unger em Curitiba, Paraná, no final da década de 1950. O nome “Elma” surgiu da junção das sílabas iniciais de Elfriede e Maria. A marca, famosa inicialmente pelo Stiksy, começou artesanalmente antes de ser adquirida pela PepsiCo em 1974.
- Madero, fundado pelo empresário e chef paranaense Junior Durski (Luiz Renato Durski Junior). Ele fundou a rede em 2005, em Curitiba (PR), com o primeiro restaurante focado no seu famoso “hambúrguer gourmet
- O Grupo Gazin originou-se em 1966, na cidade de Douradina, interior do Paraná, diferente dos anteriores esse não é um grupo empresarial com ação nacional, mas é extremamente poderoso na região sul do Brasil. O negócio começou com uma pequena loja de tecidos e móveis que, após dificuldades iniciais, cresceu baseada na venda direta e expansão para o agronegócio, tornando-se hoje um dos maiores conglomerados de varejo, atacado e indústria do Brasil. Ele abre uma loja no Mato Grosso do Sul, vejam a parceria interestadual acontecendo. O Grupo Gazim é um grupo empresarial que fabrica até colchoes.
- O Grupo Zonta é outro grande conglomerado econômico surgido no Parana, liderado pela família Zonta, começou com um pequeno mercado em 1974, com forte atuação no varejo, incluindo a rede Condor Super Center, Gigante Atacadista e Hipermais. Com sede no Paraná e atuação também em Santa Catarina, o grupo foca em varejo, atacado, imobiliário, postos de combustíveis, logística e indústria.
- Ademicon É a maior administradora independente de consórcio do Brasil, com mais de 35 anos de mercado e especialista em planejamento financeiro. Ela oferece consórcios para imóveis, veículos, serviços e outros bens, sem juros ou entrada, destacando-se por seu alto volume de comercialização de créditos (mais de R$ 145 bilhões) e por sua sólida presença nacional
- Grupo Soifer, É uma holding curitibana de destaque, com forte atuação no mercado imobiliário, construção de shoppings logística e turismo. O grupo atua na privatização de parques e possui investimentos no Grupo Cataratas, gerindo atrações como Foz do Iguaçu, AquaRio e Fernando de Noronha.
- Mondelêz Brasil, você conhece? Certamente não. Mas conhece o Oreo, a Lacta, o Bis, o chiclete Trident, a bala Halls, o Tang, os produtos Philadelphia como o Cream Cheese, o biscoito Clube Social e os produtos da Royal como o fermento em pó, as gelatinas e as massas de pão e bolo. A dona dessas marcas é a Mondelêz, tudo hoje isso sendo fabricado na maior fábrica dela no Brasil e uma das maiores do mundo, sabem onde fica? Sim em Curitiba. Só lembrando que a Royal um dia teve uma fábrica na Cascatinha em Petropólis que fechou. Investimento nessa nova fábrica de apenas 1 bilhão de reais, coisa pouca. (Forte dose de ironia) Mais um investimento ignorado pelo estado do Rio de Janeiro. Além claro de uma geração direta e indireta de empregos bem expressiva.
Segundo o jornal abaixo é a maior fábrica de chocolates e guloseimas do mundo.
Um setor em que os estados do sul se sobressaem são as cooperativas agrícolas, um exemplo é a AURORA que não é do Paraná, mas é uma cooperativa enorme. No Paraná existe a COAMO é uma das maiores cooperativas agrícolas da América Latina, fundada em 28 de novembro de 1970, em Campo Mourão no Paraná, por 79 agricultores. Evoluindo de um pequeno escritório para uma potência com dezenas de milhares de associados.

E por que não existem cooperativa no estado do Rio de Janeiro? Pela fama do Carioca de ser muito “esperto”? Isso é lamentável.
Nosso objetivo aqui foi o de mostrar a pujança econômica do Paraná, fica a pergunta. E nos últimos 40 anos o que o Rio de Janeiro teve de parecido?
Essas empresas existem e tem enorme capacidade técnica e empresarial. O que os responsáveis pelo setor de desenvolvimento econômico e de geração de emprego do Rio de Janeiro fizeram nos últimos anos para contactar o responsável por essas empresas oferecendo algo no Rio de Janeiro a ser explorado?
Uma das coisas que chama a atenção é que essa empresas nascidas no Paraná quando se expandem para outro estado inicialmente procuram cidades no Mato Grosso do Sul que é ali ao lado, e um exemplo disso foi o Atacadão, que iniciou sua expansão por ali, o mesmo não acontece com empresas que nascem no Rio de Janeiro e que em busca de expansão procuram São Paulo. Qual o motivo disso? Em nossa opinião pode ser nossa logística medíocre. Tema abordado em diversas postagens da Trilhos do Rio.
Aspectos Culturais e Educacionais
Aqui mais uma vez o Rio de Janeiro perde de goleada, e ao glorificar expressões culturais como o Funk, piora bem a situação de sua população.
O Rio de Janeiro perde em todos os indicadores até no cultural, um estado que já teve Villa Lobos, Cartola, Noel Rosa e Pixinguinha hoje tem o que? Oruam, ou Pablo Vittar? Enquanto lá, eles têm uma cantora como Uyara Torrente, com uma voz doce e afinada como a da Sandy. Alguém associa o nome à pessoa? Não, pois escutem um sucesso de 2011 a música Oração cantada entre outros membros do grupo por Uyara fazendo parte do grupo A Banda Mais Bonita da Cidade, o cantor é Leo Fressato.

No Rio de Janeiro praticamente só se salva o Samba, mas que infelizmente tem sido usado para manifestações políticas.
Na gastronomia o Rio de Janeiro teve o Chef José Hugo Celidônio, falecido em 2018, hoje desponta entre os chefs no youtube a chef Bruna Lopes do Mato Grosso do Sul. Não é do Paraná, mas fica ali do lado.
Quando falamos sobre o direito não tem como não falar de Sobral Pinto, um dos maiores Juristas do Brasil. Mais um mineiro de Barbacena que veio para o Rio de Janeiro provavelmente de trem e fez carreira no Rio de Janeiro.

Claro que hoje existem e já existiram no passado muitos outros ilustres advogados no Rio de Janeiro como Sylvio Capanema e Sergio Bermudes, já falecidos, o próprio atual Ministro do STF Luiz Fux, e o do Rio de Janeiro, mas novamente o Rio de Janeiro tem perdido essa supremacia.
Quando se vê o ex-presidente da OAB o Carioca Felipe Santa Cruz defender pena de morte, é lamentável.
E novamente o Paraná largando na frente com Jeffrey Chiquini e sua retorica, é algo que provoca orgulho nos Paranaenses.
Antigamente tínhamos os jornalistas e os colunistas de jornal. Quem lembra do Ibraim Sued Carlos Drummond de Andrade, Artur da Távola, Fernando Sabino, Nelson Rodrigues, João Ubaldo Ribeiro ou de Zózimo Barroso do Amaral. Isso acabou, qual colunista de jornal Carioca hoje tem alguma relevância?
Mas quando vemos nossos irmãos lá do Sul aparece Firmino Cortada, um influencer de Internet, morador do Mato Grosso do Sul, que está em evidência maior do que os pseudojornalistas do Rio de Janeiro.

O que nos resta? Vejam a imagem abaixo. Essa é a situação do Rio de Janeiro.

Sob qualquer forma de análise perdemos de goleada para nossos irmãos do sul, o único indicador em que ganhamos é quando mostramos o PIB dos estados, mas infelizmente se nada for feito isso tende a diminuir com o tempo, basta um pequeno tropeço na produção de petróleo ou mudanças na legislação de Royalty e o futuro para o Rio de Janeiro será negro.
E aqui fica uma informação importante da qual ninguém fala.
20% do PIB da Coreia do Sul, é oriundo da Samsung, e isso é debatido abertamente no parlamento, e o perigo que isso representa.
Nos Estados Unidos o Wal*Mart, uma das maiores empresas do mundo, é responsável por apenas 2% do PIB americano.
Aqui no Rio de Janeiro temos uma única empresa, a Petrobrás, que responde por 30% de nosso PIB. Alguns dirão que é o setor o responsável por esse 30% e não uma única empresa. Isso é de extrema ingenuidade, o mercado se concentra na Petrobrás, e se ela pegar um resfriado, ficamos todos doentes.
Essa concentração não acontece em nenhum estado do Brasil. O que temos como no Mato Grosso do Sul é uma economia baseada no agro, mas nas mãos de diversos proprietários, produzindo diversos produtos diferentes.
E fazemos questão de alertar: NINGUEM FALA SOBRE ISSO.
Vejam a notícia abaixo publicada pela revista Oeste:

Percebem a gravidade da situação? Se isso for votado o que vai acontecer com a receita do Rio de Janeiro com Royalties do Petróleo?
Logística
Alguém lembra que o centro de distribuição dos correios fica em Curitiba, e que as compras feitas em sites do exterior primeiro passam por Curitiba para posteriormente serem distribuídas para o Brasil? Qual a lógica disso considerando que o Aeroporto Internacional do Paraná localizado em São José dos Pinhais é bem menor que o do Galeão.
Percebem como lentamente o Rio de Janeiro está perdendo o seu protagonismo? E isso pela incompetência de seus gestores políticos?
O Feirão dos Imóveis Comerciais
Fica aqui uma pequena dica para nossos governantes.
Existem espalhados pelo estado do Rio de Janeiro uma enormidade de imóveis indústrias vazios e abandonados, empresas que fecharam ou que saíram do Rio de Janeiro, só no município de Rezende existem as fabricas abandonadas da Seagran Continental, Ovomaltine, Xerox, Cyanamid, em Barra Mansa as antigas instalações da Belprato alguém lembra da fadinha cantando Bel, Bel, Bel, Belprato. Todas, instalações abandonadas. E existem muitos mais espalhados pelo estado.

Muitas certamente com enormes dívidas fiscais que nunca serão pagas. Não seria interessante o responsável pelo setor de geração de emprego e desenvolvimento econômico do estado, ao invés de ter reuniões intermináveis para debater agendas ESG, fizesse um levantamento desses imóveis fechados, levantando os eventuais e respectivos passivos fiscais, fizesse algo com esses passivos, relacionasse tais imóveis e os oferecesse a novas empresas interessadas em se instalar no Estado do Rio de Janeiro?
Fica aqui uma dica. Algo precisa ser feito pelos governantes do estado e certamente os simples discursos não resolverão os problemas do estado.
Conseguem perceber com todo o exposto acima que o Rio de Janeiro tem como concorrentes pessoas extremamente capacitadas?
Qual será o futuro do Rio de Janeiro?
Desde Brizola os governantes têm inclusive com declarações publicadas na imprensa que o que importa no Rio de Janeiro é o petróleo, e depois?
Marcello Alencar, por incrível que pareça, foi o último governante do estado a ter uma política desenvolvimentista para o estado. Conclusão do Metrô, concessão de estradas, novas indústrias, e depois?
Marcelo Alencar foi eleito em 1994, 32 anos atras, e o que foi feito depois?
Para Concluir, uma Homenagem
Para concluir uma homenagem ao falecido Sargento Max Wolff Filho. Paranaense da cidade de Rio Negro. Um dos maiores heróis da FEB.
Na década de 1930 muda-se com a família para o Rio de Janeiro e ingressa na então Polícia Militar do Distrito Federal, onde chegou à graduação de 3º Sargento.
Em 1944 apresenta-se como voluntário para integrar a Força Expedicionária Brasileira, tendo sido designado para o 11º Regimento de Infantaria (11º RI) de São João Del Rei (MG). Destacou-se por sua bravura no decorrer da guerra, tornando-se conhecido pelo seu destemor, intrepidez e abnegação.
Na conquista de Montese foi um destacado combatente. Sempre à frente do seu grupo aniquilou várias posições inimigas, contribuindo significativamente para aquela que foi uma das mais importantes e dramáticas vitórias da FEB. Participou também de todas as ações de seu Batalhão no ataque de 12 de dezembro de 1944 ao Monte Castelo.
Nosso herói foi morto em um combate em 12 de abril de 1945.
Max Wolff Filho foi agraciado “post mortem” com as medalhas de Campanha de Sangue e Cruz de Combate, do Brasil; e com a medalha Bronze Star dos Estados Unidos.
Foi sepultado no Cemitério Militar Brasileiro, em Pistóia e seus restos mortais foram trasladados posteriormente para o Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial no Rio de Janeiro, onde jazem na quadra G, jazigo 32.
Esse militar intrépido e valoroso tombou como herói, à frente de sua patrulha, deixando o seu nome registrado na história. Hoje, mais de sete décadas após o sacrifício pela Pátria, o Sargento Max Wolff Filho continua reverenciado e seu nome batiza a Escola de Sargentos das Armas do Exército Brasileiro, em Três Corações- MG.
Tal façanha, pouco conhecida por nós brasileiros, está registrada nos anais de guerra dos Estados Unidos, e é celebrada na Itália todos os anos no dia 21 de fevereiro – uma façanha digna dos grandes exércitos!

Nosso objetivo aqui foi mostrar as enormes diferenças entre os estados do sul especialmente o Paraná. Além de mostrar a pujança econômica do Paraná e sua parceria com seu vizinho o Mato Grosso do Sul, algo que defendemos que exista entre Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Omissões certamente ocorreram não citando do Rio de Janeiro alguns proeminentes empresários cariocas e nos desculpamos por isso, mas nosso objetivo foi o de fazer um apanhado geral e chamar a atenção da situação perigosa que o estado do Rio de Janeiro vem enfrentando pela sua dependência do setor de petróleo e gás e pode enfrentar de forma bem pior caso mudem os royalties do petróleo, como mostra a matéria da Revista Oeste, situação essa jamais comentada por nenhum político do estado.
Obrigado pela atenção.
Imagem de capa: Prefeitura de Curitiba (Curitiba S.A.)
