Justiça determina prazo para retirada das Aduelas de terreno na estação Leopoldina

Justiça determina prazo para retirada das Aduelas de terreno na estação Leopoldina

Com informações de: Jornal O Globo e site Tempo Real
Imagem de capa: Relatório Fotográfico do Consórcio Rio Barra

A Justiça Federal determinou um prazo de 30 dias para que o Governo do Estado do Rio de Janeiro desocupe completamente o galpão e terreno localizados ao lado da Estação Leopoldina. A medida tem como objetivo viabilizar o avanço das obras de restauração de um dos mais importantes patrimônios ferroviários do país, além de intervenções urbanísticas, sociais e culturais no terreno ao redor. As informações foram divulgadas originalmente pelo jornal O Globo.

De acordo com a decisão judicial, o Estado deve retirar todos os materiais, equipamentos e estruturas que estejam armazenados no local e que possam comprometer o andamento dos estudos e intervenções previstas para a requalificação da área. Entre os pontos críticos destacados está a presença de uma fábrica de aduelas instalada no galpão anexo, considerada um dos principais entraves físicos ao início efetivo das obras.

A sentença também estabelece que, além da retirada imediata dos itens existentes, o Estado está proibido de utilizar novamente o espaço para depósito de entulhos ou quaisquer materiais. Outro ponto central da decisão é a obrigatoriedade de garantir acesso irrestrito às equipes técnicas responsáveis pelos levantamentos e projetos de revitalização. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 30 mil, limitada ao teto de R$ 3 milhões, evidenciando o caráter coercitivo da medida.

PUBLICIDADE

A ação judicial atende a um pedido do Ministério Público Federal, que apontou que a ocupação irregular do espaço vinha comprometendo o cronograma do projeto de requalificação da estação. Segundo a União, a permanência desses materiais inviabiliza etapas fundamentais, como levantamentos técnicos detalhados, inspeções estruturais e a própria mobilização de equipes especializadas.

A Estação Leopoldina, cujo nome oficial é Estação Barão de Mauá, foi inaugurada em 1926 e representa um dos marcos da arquitetura e da história ferroviária brasileira. Durante décadas, foi um dos principais terminais ferroviários do estado, operando serviços de longa distância e integrando o sistema da antiga malha da Rede Ferroviária Federal S.A.. Desde sua desativação, em 2001, o imóvel permanece sem uso efetivo, acumulando degradação e abandono, apesar de seu reconhecimento como patrimônio nacional desde 2008.

O projeto de revitalização em curso busca reverter esse quadro. A iniciativa está sendo conduzida pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, em parceria com a Prefeitura do Rio, e prevê a transformação da área — que possui cerca de 124 mil metros quadrados — em um complexo de uso múltiplo. Entre as possibilidades estudadas estão a implantação de equipamentos culturais, espaços comerciais, áreas de convivência e eventuais usos institucionais, além de um conjunto de prédios com fins habitacionais e galpões para as Escolas de Samba da Série Ouro do Carnaval Carioca. Desde fevereiro, o BNDES conduz estudos técnicos e de viabilidade econômica em conjunto com um consórcio liderado pela Fundação Getulio Vargas. Esses estudos são considerados etapa essencial para definir o modelo de ocupação, o formato de concessão ou parceria e os investimentos necessários para tornar o projeto sustentável a longo prazo.

O projeto pode funcionar como catalisador de desenvolvimento para a região portuária e o Centro do Rio, integrando-se a outras iniciativas de revitalização já em andamento. Contudo, o desejo da maioria que conhece a história do local e da região é que haja ao menos uma finalidade de uso cultural e/ou melhoria da mobilidade urbana aproveitando e recuperando a função original da estação. Contudo, a intenção aparentemente não passa próxima deste desejo coletivo.

O site Trilhos do Rio já noticiou este impasse algumas vezes, confira abaixo duas notícias veiculadas aqui nos links abaixo. E continuaremos acompanhando o desenrolar deste impasse, continue conosco e aguardem novas informações!

Aduelas para a Linha 4 do Metrô são motivos de impasse em terreno ao lado da estação Barão de Mauá

Aduelas do Metrô ainda são um grave impasse para as obras na estação Barão de Mauá


 

Veja também!

Deixe um comentário