AGETRANSP realiza visitas técnicas com foco no transporte de passageiros em trens de bitola métrica

AGETRANSP realiza visitas técnicas com foco no transporte de passageiros em trens de bitola métrica

Com informações de: Redes Sociais AGETRANSP
Imagem de capa: Divulgação Redes Sociais AGETRANSP

A atuação fiscalizatória no sistema ferroviário de transporte de passageiros do estado do Rio de Janeiro foi intensificada nas últimas semanas pela AGETRANSP, por meio da Câmara de Transportes e Rodovias (Catra), com foco nas extensões de Guapimirim e Vila Inhomirim. As ações envolveram tanto inspeções em campo quanto o acompanhamento técnico de intervenções estruturais e operacionais, com o objetivo de melhorar o padrão de qualidade do serviço prestado à população.

Segundo a própria AGETRANSP, equipes técnicas percorreram inteiramente o ramal de Guapimirim no dia 7 de abril, avaliando as condições gerais das estações e paradas ferroviárias. A fiscalização abrangeu elementos essenciais para o cotidiano dos passageiros, como identidade visual, quadros de informação, coberturas, mobiliário urbano — incluindo bancos e lixeiras —, além do estado da infraestrutura civil das instalações.

Esse tipo de vistoria é considerado estratégico para identificar deficiências operacionais e de manutenção, sobretudo em ramais historicamente marcados por menor volume de investimentos. A verificação in loco permite à agência reguladora orientar intervenções e cobrar melhorias por parte das concessionárias responsáveis pela operação.

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Paralelamente às inspeções nas estações, a AGETRANSP também realizou outras visitas técnicas para acompanhar o andamento do processo de revitalização de dois carros de passageiros que operam nessas extensões ferroviárias, que foram recolhidos de galpões em Guapimirim e levados para reforma no interior do estado, como noticiado por Trilhos do Rio em janeiro de 2026.

Supervia retira material rodante em Guapimirim

A iniciativa, conduzida em conjunto com a empresa contratada pela concessionária, envolve uma requalificação abrangente dos veículos, com intervenções em diferentes sistemas e componentes. Além dos carros de passageiros, vagões para transporte de materiais também estão sendo reformados.

Entre os serviços executados estão a reestruturação de componentes mecânicos, aplicação de tratamento anticorrosivo, modernização do sistema elétrico e recuperação de elementos internos e externos, como janelas, portas, bancos e sistemas de ventilação. Também estão previstas nova pintura — interna e externa — e ajustes estruturais, visando prorrogar a vida útil dos equipamentos e melhorar as condições de operação.

De acordo com a agência reguladora, o acompanhamento técnico dessas intervenções é fundamental para garantir que os veículos retornem à operação dentro de padrões adequados de segurança e confiabilidade. Em sistemas ferroviários com material rodante envelhecido, como é o caso de parte da frota em operação no estado, processos de revitalização são frequentemente adotados como alternativa à aquisição imediata de novos trens.

A atuação simultânea em duas frentes — infraestrutura e material rodante — reflete uma abordagem mais integrada de fiscalização, alinhada às boas práticas de regulação do transporte público. Especialistas do setor apontam que a qualidade percebida pelo usuário depende tanto das condições físicas das estações quanto do desempenho e conforto das composições.

Além disso, a presença mais constante da agência reguladora nas áreas operacionais tende a aumentar a transparência e a responsabilização das concessionárias, contribuindo para a melhoria contínua do serviço. A AGETRANSP reforça que seguirá monitorando todas as etapas das intervenções e da operação, com foco na segurança e na experiência dos passageiros.

Usuários que enfrentarem problemas no transporte podem recorrer aos canais de atendimento da Ouvidoria da Agetransp, que recebe denúncias, reclamações e sugestões, desempenhando papel importante no processo de fiscalização participativa.

As ações recentes evidenciam um esforço de reforço na supervisão dos serviços ferroviários em ramais periféricos, que historicamente enfrentam desafios estruturais e operacionais. A expectativa é que, com a continuidade das fiscalizações e das intervenções em curso, haja avanços progressivos na qualidade do transporte oferecido à população dessas regiões.


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