Delegacia de Roubos e Furtos

Dormentes ferroviários furtados são recuperados em sítio pela Polícia Civil

Material pertencente à MRS Logística foi localizado entre Paracambi e Engenheiro Paulo de Frontin; investigação aponta que outras peças foram utilizadas em estruturas dentro da propriedade


A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro recuperou aproximadamente 150 dormentes de aço e madeira que haviam sido furtados de uma obra ferroviária na região entre Paracambi e Engenheiro Paulo de Frontin, no Sul Fluminense. A operação também resultou na prisão em flagrante de Paulo Renato Pereira Ramalho, investigado por receptação qualificada. Segundo as informações divulgadas pelas autoridades e reproduzidas por veículos de imprensa, parte do material estava armazenada em um sítio, enquanto outras peças teriam sido incorporadas a estruturas e edificações existentes na propriedade.

A investigação teve início depois que a MRS Logística S.A., concessionária responsável por operações ferroviárias na região, comunicou às autoridades o desaparecimento de material utilizado na infraestrutura da via permanente. Conforme informações divulgadas durante a apuração, o conjunto furtado era formado por 250 dormentes de madeira de eucalipto citriodora e 100 dormentes de aço, totalizando 350 unidades. O prejuízo estimado pela empresa chegou a R$ 351.599.

Investigação começou após comunicação de furto à Polícia Civil

As diligências foram conduzidas por agentes da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), que passaram a investigar o desaparecimento dos materiais pertencentes à concessionária. A partir das informações reunidas durante a investigação, os policiais chegaram a uma propriedade localizada entre os dois municípios e realizaram buscas no local.

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Durante a ação, aproximadamente 150 dormentes foram encontrados e recuperados. Além das peças localizadas diretamente no imóvel, os agentes encontraram outras unidades instaladas em estruturas e edificações existentes no sítio, segundo as informações divulgadas pela imprensa. A descoberta amplia a dimensão da ocorrência, pois indica que parte do material ferroviário retirado da obra teria sido empregada para outras finalidades dentro da propriedade.

A Polícia Civil ainda investiga as circunstâncias que envolveram o furto e a posterior utilização dos dormentes. A apuração deverá buscar esclarecer como as peças foram retiradas da obra, de que maneira chegaram ao imóvel e se outras pessoas participaram da retirada, transporte ou receptação do material.

Madeira e aço tinham valores diferentes

Os 350 dormentes identificados como pertencentes à carga furtada não eram todos do mesmo tipo. Segundo as informações divulgadas no decorrer da investigação, 250 eram de madeira de eucalipto citriodora, enquanto outros 100 eram fabricados em aço.

A diferença entre os materiais também se refletia também no valor individual atribuído às peças. Conforme dados divulgados pela investigação e reproduzidos pelo site R7, cada dormente de madeira era avaliado em aproximadamente R$ 460, enquanto cada dormente de aço tinha valor estimado de R$ 2.365,99. Considerando o conjunto, a estimativa de prejuízo chegou a R$ 351.599.

A predominância de dormentes de madeira na quantidade total não significa, portanto, que todas as peças representassem o mesmo impacto financeiro. Os dormentes metálicos possuíam valor unitário significativamente superior, contribuindo de forma relevante para o montante estimado pela concessionária.

Dormentes são componentes fundamentais da via permanente

Embora possam parecer simples peças estruturais quando retiradas do contexto ferroviário, os dormentes desempenham uma função essencial na composição da via permanente. Instalados transversalmente sob os trilhos, eles contribuem para manter a geometria da linha, distribuir os esforços transmitidos pelas rodas dos veículos ferroviários e garantir a estabilidade do conjunto formado por trilhos, fixações, dormentes e lastro.

Por essa razão, o desaparecimento desse tipo de material não representa apenas uma perda patrimonial para a empresa responsável pela infraestrutura. Dependendo das circunstâncias e da localização das peças retiradas, a remoção indevida de componentes da via pode gerar consequências para a manutenção e para a segurança ferroviária. A própria investigação citada nas reportagens destaca que o furto pode produzir impactos sobre a conservação da malha e sobre os serviços que dependem do transporte ferroviário.

No caso investigado entre Paracambi e Engenheiro Paulo de Frontin, os materiais estavam relacionados a uma obra ferroviária. Por isso, além da dimensão econômica do furto, existe uma preocupação adicional com a integridade da infraestrutura e com a necessidade de que materiais destinados à manutenção ou implantação da ferrovia permaneçam sob controle adequado.

Prisão ocorreu durante as diligências

Paulo Renato Pereira Ramalho foi preso em flagrante e autuado pelo crime de receptação qualificada, de acordo com as informações divulgadas pela Polícia Civil e reproduzidas pela imprensa. Após os procedimentos realizados na delegacia, ele foi encaminhado ao sistema prisional e ficou à disposição da Justiça.

A utilização do termo “suspeito” ou “investigado” é importante neste estágio da ocorrência. A prisão e a autuação representam etapas do procedimento policial, mas não equivalem a uma condenação definitiva. A apuração deverá prosseguir para estabelecer as circunstâncias do caso e eventual responsabilidade de outras pessoas.

Também não se deve presumir, apenas pela localização do material em uma propriedade, que todos os envolvidos no furto tenham sido identificados. A própria investigação continua buscando esclarecer a origem das peças e a eventual participação de outras pessoas na retirada e receptação dos dormentes.

Enquanto o procedimento policial prossegue, o caso reforça a importância do controle sobre materiais empregados em obras ferroviárias e da atuação conjunta entre concessionárias e órgãos de segurança para identificar rapidamente o desaparecimento de componentes da infraestrutura. No episódio investigado na região de Paracambi e Engenheiro Paulo de Frontin, a quantidade de peças localizada e a utilização de parte delas em edificações particulares deram à ocorrência uma dimensão incomum, que agora será objeto de investigação pelas autoridades competentes.


Fonte: BandNews FM/Portal Bandeirantes; Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro; R7; NC News.
Imagem de capa: Site Cidade de Niterói

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