Dívidas deixadas pela SuperVia e problemas estruturais desafiam a operação dos trens no Rio

Dívidas deixadas pela SuperVia e problemas estruturais desafiam a operação dos trens no Rio

Apesar da atual operadora não ter herdado as dívidas, fornecedores poderão deixar de atender as demandas atuais caso não recebam os valores devidos.

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A transição da operação ferroviária urbana do Rio de Janeiro para a TrensRJ trouxe à tona uma série de passivos financeiros e operacionais herdados da antiga concessionária SuperVia. Entre eles está uma dívida de aproximadamente R$ 15 milhões com fornecedores, referente apenas ao mês de maio, além de um cenário de infraestrutura degradada identificado nas primeiras inspeções técnicas.

Segundo informações divulgadas pelo Jornal O Globo, a inadimplência envolve empresas responsáveis por serviços essenciais à operação ferroviária, como fornecimento de peças, recuperação de trens, sistemas de sinalização, bilhetagem eletrônica e apoio operacional. Também permanece em aberto uma dívida de aproximadamente R$ 1,9 bilhão junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), relacionada a financiamentos contratados durante a concessão anterior.

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TrensRJ comunica situação ao Governo do Estado

De acordo com a reportagem, a TrensRJ encaminhou um comunicado à Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana (Setram), informando sobre os débitos herdados e alertando que a interrupção de contratos com fornecedores poderá comprometer a continuidade de serviços fundamentais para a operação ferroviária.

Auditoria da CPTM aponta problemas na malha ferroviária

Com o objetivo de avaliar as condições da infraestrutura recebida, a TrensRJ contratou a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) para realizar uma auditoria técnica em toda a malha ferroviária. Alguns membros Trilhos do Rio já confirmaram a informação e presenciaram colaboradores da CPTM nas dependências da atual permissionária. O levantamento, iniciado em junho e com previsão de conclusão em cerca de 60 dias, já identificou diversos problemas considerados relevantes.

Entre os principais pontos levantados estão:

  • redução da frota operacional em relação à utilizada anteriormente pela SuperVia, com 48 composições fora de serviço por estarem obsoletas ou sem condições de operação;
  • acúmulo de lixo e detritos em diversas estações;
  • deficiência de acessibilidade, incluindo escadas rolantes paralisadas por falta de peças de reposição;
  • elevados custos relacionados à segurança patrimonial;
  • obras inacabadas em diferentes pontos da rede.

Agetransp enfrenta falta de quórum para deliberações

Outro fator apontado como preocupação é a situação da Agência Reguladora dos Serviços Públicos Concedidos de Transportes (Agetransp). Com o término dos mandatos de parte de seus conselheiros, o órgão passou a contar apenas com seu presidente, Adolpho Konder, ficando sem quórum para realizar sessões deliberativas e tomar decisões colegiadas relacionadas à fiscalização das concessões estaduais.

Segundo a reportagem, ofícios encaminhados ao Governo do Estado alertam que a ausência de conselheiros pode comprometer a atuação regulatória da agência, responsável por acompanhar e fiscalizar os serviços concedidos de transporte ferroviário, metroviário, aquaviário e rodoviário no estado.

A evolução das medidas adotadas pelo Governo do Estado, pela TrensRJ e pelos órgãos reguladores deverá ser acompanhada nos próximos meses, à medida que avançam tanto a auditoria técnica quanto o processo de reorganização da operação ferroviária metropolitana.

Caso queira saber mais sobre este assunto, aqui no site Trilhos do Rio foram divulgadas mais informações, nos links abaixo. Confiram!

Agetransp fica sem quórum e compromete decisões regulatórias sobre transportes concedidos no Rio

Governo anuncia a adoção de critérios técnicos para escolha de novos conselheiros da Agetransp


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