O evento Trem do Choro acontecerá neste dia 23 de abril, entre a Central do Brasil e Olaria

O evento Trem do Choro acontecerá neste dia 23 de abril, entre a Central do Brasil e Olaria

Com informações de: Assessoria de Imprensa da SuperVIA
Imagem de capa: SuperVIA

O sistema ferroviário da Região Metropolitana do Rio de Janeiro será novamente palco de uma das mais tradicionais iniciativas culturais sobre trilhos: o Trem do Choro. Em sua 13ª edição, o evento será realizado no dia 23 de abril — data de São Jorge e que também marca o Dia Nacional do Choro — reunindo músicos, passageiros e entusiastas da música instrumental brasileira em uma experiência cultural itinerante dentro dos trens urbanos. A ação conta com o apoio da concessionária que atualmente opera o sistema, ainda sob a marca SuperVia, mas já inserida no processo de transição para a nova identidade Trens RJ.

A edição deste ano presta homenagem à cantora, compositora e multi-instrumentista Nilze Carvalho, reconhecida por sua contribuição significativa ao choro e à música popular brasileira. O evento reforça não apenas a valorização de artistas contemporâneos do gênero, mas também a importância histórica do choro como um dos pilares da identidade musical brasileira.

A programação tem início a partir das 10h, na Estação Central do Brasil, principal eixo de integração do sistema ferroviário fluminense. A partida do trem está prevista para as 11h18, a partir da plataforma 12, com destino à estação Olaria, localizada na Zona Norte do Rio. Durante o trajeto, o diferencial do evento se manifesta de forma singular: cada vagão se transforma em um espaço de apresentação musical ao vivo, com grupos de choro executando repertórios variados, criando um ambiente dinâmico que mistura mobilidade urbana e produção cultural.

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Esse formato, já consolidado em edições anteriores, transforma o trem em um verdadeiro palco itinerante, aproximando a música do cotidiano dos passageiros e promovendo uma ocupação cultural do espaço público ferroviário. A experiência rompe com a lógica tradicional de eventos culturais restritos a teatros ou centros culturais, levando a arte diretamente ao fluxo urbano.

A estação de destino, Olaria, será simbolicamente rebatizada durante o evento como “Estação do Choro Zé da Velha”, em homenagem ao renomado trombonista e figura importante do gênero. A partir da chegada, a programação segue com um cortejo musical que percorre o Circuito Mestre Siqueira, um dos principais polos culturais da Zona da Leopoldina, até a Travessa Pixinguinha — local associado à memória de um dos maiores nomes da história do choro. O percurso culmina na Praça Ramos Figueira, conhecida como Reduto Pixinguinha, onde será realizada uma roda de choro aberta ao público, acompanhada de uma feira cultural organizada pelo Instituto Cultural Cemporcento Suburbano. O espaço se consolida como um ponto de encontro entre artistas, moradores e visitantes, promovendo a integração entre cultura, território e memória.

O evento é promovido pelo Coletivo Trem do Choro, formado por instituições culturais da região da Leopoldina, e conta com o apoio institucional da concessionária ferroviária. A participação é aberta ao público mediante o pagamento da tarifa regular do sistema, o que reforça o caráter democrático e acessível da iniciativa.

Nesse contexto, iniciativas culturais como o Trem do Choro ganham relevância adicional, ao demonstrar o potencial do sistema ferroviário não apenas como meio de transporte, mas como espaço de produção cultural, convivência e valorização da identidade urbana. Assim, mais do que uma celebração musical, o Trem do Choro se consolida como uma iniciativa que articula mobilidade, cultura e território, reafirmando o papel dos trilhos como elementos estruturantes não apenas da cidade física, mas também da sua vida cultural.


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