SuperVia publica seu último relatório de sustentabilidade

SuperVia publica seu último relatório de sustentabilidade

Com informações da assessoria de imprensa da SuperVia
Imagem de capa: divulgação SuperVia

 

A concessionária SuperVia, responsável pela operação dos trens metropolitanos do Rio de Janeiro e em período de transição para a futura operadora Trens RJ, divulgou seu mais recente, e último, Relatório de Sustentabilidade, reunindo dados ambientais, sociais e de governança relacionados às atividades da empresa ao longo do último ano. Segundo informações divulgadas pela própria concessionária, o documento apresenta indicadores ligados à eficiência energética, redução de emissões de carbono, reaproveitamento de recursos naturais e utilização de combustíveis renováveis no sistema ferroviário fluminense.

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O relatório reforça o compromisso assumido pela empresa junto ao Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU), iniciativa internacional voltada à adoção de práticas sustentáveis e de responsabilidade corporativa. A publicação também evidencia uma tendência cada vez mais presente no setor ferroviário mundial: a busca pela redução dos impactos ambientais no transporte coletivo urbano.

Entre os principais destaques apresentados pela concessionária está o fato de que toda a energia elétrica de alta tensão utilizada na alimentação dos Trens Unidades Elétricas (TUEs) já é proveniente de fontes renováveis. De acordo com a SuperVia, a matriz energética atualmente utilizada na operação inclui geração solar, eólica, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs). Em reconhecimento à adoção de energia limpa na operação ferroviária, a empresa recebeu o selo “Aqui Tem Energia Renovável”, concedido pela Raízen Power.

A utilização de energia renovável no transporte ferroviário é considerada estratégica por especialistas em mobilidade urbana e sustentabilidade. Sistemas sobre trilhos possuem elevada capacidade de transporte de passageiros utilizando menor consumo energético proporcional quando comparados ao transporte individual motorizado e, na maioria dos casos, também em relação ao transporte rodoviário coletivo convencional. Em grandes regiões metropolitanas, o investimento em modais ferroviários eletrificados é apontado internacionalmente como uma das principais ferramentas de redução das emissões de gases do efeito estufa.

Outro ponto destacado no relatório é o crescimento expressivo do uso de etanol na frota flex utilizada pela concessionária em serviços operacionais e de apoio. Segundo os dados divulgados, o consumo do combustível renovável registrou aumento de 649% em relação ao ano de 2023. Enquanto naquele período foram consumidos menos de 20 mil litros, em 2025 a utilização ultrapassou a marca de 100 mil litros.

A adoção do etanol como combustível predominante em parte da frota operacional é apresentada pela empresa como uma medida voltada à redução das emissões de dióxido de carbono (CO₂). Isso ocorre porque o etanol produzido a partir da cana-de-açúcar possui menor impacto ambiental durante a combustão, além de envolver um processo agrícola que contribui para a captura de carbono através da fotossíntese.

Segundo a gerente de Comunicação e Sustentabilidade da concessionária, Juliana Barreto, o relatório busca demonstrar o papel do transporte ferroviário dentro das discussões atuais sobre cidades sustentáveis e eficiência energética.

 

“Este Relatório é resultado de um compromisso da SuperVia com a sociedade fluminense. O setor ferroviário vem contribuindo diretamente para a diminuição da emissão de gases poluentes e para a construção de cidades mais inteligentes e eficientes. Além de oferecer maior capacidade de transporte com menor consumo energético, os trens sustentáveis representam um passo essencial rumo a uma mobilidade urbana mais moderna, econômica e comprometida com o futuro do planeta”, afirmou.

 

Além da questão energética, o documento também aborda iniciativas ligadas ao reaproveitamento de recursos hídricos nas instalações industriais da empresa. Segundo a concessionária, aproximadamente 1.388 metros cúbicos de água tratada foram reutilizados principalmente nos sistemas de lavagem e manutenção das oficinas ferroviárias.

O reaproveitamento de água em ambientes industriais é uma prática cada vez mais adotada por operadores ferroviários e empresas de transporte em diferentes países, especialmente diante das discussões relacionadas à escassez hídrica e ao consumo racional de recursos naturais. Em sistemas ferroviários urbanos, oficinas de manutenção e lavagem de composições costumam demandar grande volume de água, tornando o reuso uma alternativa relevante tanto do ponto de vista ambiental quanto operacional.

A divulgação do relatório ocorre em um momento de transição do sistema ferroviário metropolitano fluminense. Após anos de dificuldades operacionais, problemas financeiros e desafios ligados à manutenção da rede, o sistema passa por um processo de transição institucional que culminará na substituição da marca SuperVia pela futura operadora Trens RJ nos próximos dias. Paralelamente às discussões sobre qualidade do serviço e modernização operacional, temas ligados à sustentabilidade e eficiência energética também começam a ganhar espaço dentro do planejamento do transporte público sobre trilhos no estado do Rio de Janeiro.

Mesmo diante das dificuldades históricas enfrentadas pelo sistema ferroviário fluminense, especialistas apontam que o transporte sobre trilhos continua sendo uma das alternativas mais eficientes para redução de congestionamentos, consumo de combustíveis fósseis e emissões poluentes em regiões metropolitanas densamente povoadas. A ampliação do uso de energia renovável e a adoção de práticas sustentáveis tendem a ganhar importância crescente nos próximos anos, especialmente diante das metas ambientais assumidas por governos e operadores de transporte em diferentes partes do mundo.

Para ler o relatório completo, acesse o link abaixo:

https://www.supervia.com.br/transparencia/esg/relatorio-de-sustentabilidade/

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