A EF-118 e o devaneio ecológico
E os motivos pelos quais, com essas leis malucas jamais teremos novas ferrovias
Texto de Mozart Rosa
Escrito em junho de 2026
É muito bonito e charmoso e dá até um certo status para quem defende junto a familiares e amigos, pautas como a necessidade da reconstrução do setor ferroviário e apresentando suas próprias soluções e apresentando também os motivos de hoje não se conseguir reconstruir trechos, normalmente teorias sem nenhum sentido. Mas a grande maioria não conhece em profundidade o assunto e não consegue entender o que aconteceu e principalmente o que está acontecendo e costumam dar algum crédito a essas pessoas.
Para conhecer um pouco dessas teorias sem nenhum fundamento sobre o que aconteceu no passado, que essa turma divulga com defesas veementes, recomendamos a leitura dos textos abaixo, mostram com detalhes o que são aquelas ideias toscas sem nenhum embasamento e que são apresentadas na Internet e no almoço de domingo como verdades, por aquele tiozão que acha entender sobre qualquer assunto, apresentando ideias sem nenhum sentido.
Artigo 3: as Teorias da Conspiração e ideias sem sentido (parte 1)
Artigo 3: as Teorias da Conspiração e ideias sem sentido (parte 2)
Para entender sobre o que está acontecendo hoje ou o que acontecerá amanhã é importante ler esse texto e principalmente ver o vídeo ao final do texto, onde o ex-deputado e ex-ministro Aldo Rebelo mostra o que está acontecendo no Brasil e que a grande imprensa talvez por conivência nunca noticie, e os motivos que atrapalham a construção de novas ferrovias, que nada tem a ver com as teorias sem sentido divulgadas. É assunto amplo e complexo, mas tentaremos mostrá-lo da melhor forma possível.
O que está acontecendo?
Primeiro vamos entender o seguinte, ao se votar em um candidato a cargo eletivo no executivo, estamos votando em alguém que vai administrar o nosso país, o nosso estado ou o nosso município. Não estamos votando no mais bonito, no mais esperto, estamos votando no teoricamente, mais capacitado e normalmente quem não tem estudo nenhum na maioria das vezes não tem preparo.
Além disso essas pessoas que votamos, quando eleitas, elas vão ter o poder de nomear para os diversos órgãos públicos e empresas espalhadas pelo Brasil ou pelo estado quando falamos de governador, gente qualificada para dirigir essas empresas, e quanto pior aquele em que votamos certamente o nível dos que ele vai escolher tende a ser do mesmo nível que o dele.
Nossa omissão normalmente tem resultados funestos, quem já teve que pagar cotas extras de condomínios para solucionar problemas criados por síndicos incompetentes? O País, o estado e o município onde moramos são um condomínio ampliado, entendam isso ao votar.
Vamos aos Fatos
Sem que a população se apercebesse se criou no Brasil a chamada “Máfia Verde”, um conjunto de instituições que passou a se aproveitar do Bonzismo, termo cunhado por nós, onde a linha que separa o ser bom do ser idiota sempre é ultrapassada, e o atual presidente soube com maestria se aproveitar bem disso. Para se aproveitar e se locupletar usando a ecologia como mote.
Vamos citar alguns exemplos de algo inerente as ferrovias:
Ao criar o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) em 28 de agosto de 2007, pela Lei nº 11.516, extinguindo o antigo IBDF, o atual presidente, cometeu uma gafe pois nomeou para gerir essa nova autarquia federal uma quantidade formidável de pessoas que embora neguem veementemente essa afirmação, são pessoas sem nenhum conhecimento prático do que sejam as necessidades do Brasil ou das populações que vivem no interior, pessoas que anteriormente NUNCA conheceram as realidades do Brasil. São pessoas nomeadas para esses cargos, por serem amigas de alguém ou por puro cunho ideológico.
O ICMBio, foi criado como uma autarquia federal vinculada ao Ministério do Meio Ambiente, com o objetivo principal de gerir as Unidades de Conservação Federais e promover a proteção da biodiversidade.
E acreditem não estão fazendo seu serviço a contento. Para citar um exemplo bem próximo no Rio de Janeiro, vamos falar da Floresta da Tijuca ou seu nome correto, PNT – Parque Nacional da Tijuca.
No início da Floresta da Tijuca, ao lado da Cascatinha Taunay, existia o antigo Restaurante Cascatinha. Esse restaurante encerrou definitivamente suas atividades comerciais no ano de 2014. Segundo os próprios seguranças o fechamento ocorreu pelo fim do contrato de locação onde não houve interesse de renovação por parte da direção do PNT- Parque Nacional da Tijuca e que o objetivo seria o de construir no imóvel a sede do parque, e isso já tem mais de 10 anos e até hoje não aconteceu. Aqui citamos apenas um exemplo do que está acontecendo no PNT – Parque Nacional da Tijuca, que não deveria acontecer, e existem muitos outros.
Vejam o currículo do atual presidente do ICMBio: possui graduação em Ciências Sociais e mestrado em Sociologia. Sem qualquer intenção de discriminação, mas um sociólogo gerindo uma instituição que em tese deveria como o próprio objetivo diz “gerir as Unidades de Conservação Federais e promover a proteção da biodiversidade”… não seria função mais adequada para um biólogo?
A quantidade de equívocos cometidos pelo ICMBio pelo Brasil é de assustar, pesquisem na imprensa tradicional.
Sobre a EF-118
Existe uma pergunta que nunca é feita. A quem interessa a EF-118? Em tese deveria interessar a MRS Logística, e por que motivos ela não se manifesta sobre a construção dessa nova ferrovia?
Muitos aluados vão dizer que ela como boa empresa brasileira não pretende investir em infraestrutura, que está esperando o governo investir e repassar a ferrovia construída para ela.
Quanta ingenuidade
Quem pagou pela conclusão da Ferrovia do Aço no trecho mineiro? Foi o empresário Augusto Antunes, já falecido e antigo dono da MBR – Minerações Brasileiras Reunidas, empresa que com o falecimento do empresário foi vendida para a Vale S.A. pelos herdeiros do empresário.
A Vale S.A. faz parte do grupo controlador da MRS Logística.
A EF-118 surgiu dentro da Secretaria Estadual de Transportes do Rio de Janeiro, que pagou bem caro pelo projeto. O que em tese deveria ser a reconstrução da antiga ferrovia ligando Niterói a Campos dos Goytacazes, se transformou graças à intervenção de um Bonzista em uma obra com um custo espetacular.
Ao levantar legislações esquecidas e impor contornos desnecessários, mas na cabeça deste Bonzista especificamente, contornos necessários para não incomodar como por exemplo o Mico Leão Dourado na reserva de Poço das Antas a obra chegou a um valor estimado bem significativo.
Ficam aqui algumas perguntas:
- O Mico Leão Dourado é surdo?
- Não percebe a chegada de uma composição ferroviária com algumas toneladas e bem barulhenta?
- Ele é um ser a ponto de fazer sua casa próximo a ferrovia?
Um Bonzista sem noção, que ao acordar pela manhã e se olhar no espelho viu não a própria imagem, mas provavelmente a do Capitão Planeta, e na sua sanha de defender a natureza conseguiu impor leis esquecidas que multiplicaram bastante o custo da ferrovia pelos contornos que ela será obrigada a fazer, se construída e tudo para não incomodar o Mico Leão Dourado, e obviamente tudo feito com o apoio de funcionários do ICMBio.
Alguém está sendo feito de bobo, e esse alguém tem nome, se chama povo brasileiro.
A Quem Interessa a EF-118?
Tem sido corriqueiro em veículos de imprensa notícias de que o grupo empresarial A, B ou C, querendo construir a EF-118, mas ninguém conclui a negociação, e o motivo é simples. Para participar de uma obra dessa é preciso ter uma estrutura ferroviária já existente no Brasil e neste caso específico, nessa região a ser atendida, só a MRS Logística tem. E qual o motivo dela não se manifestar?
O projeto não atende a MRS Logística, simples assim.
Uma ferrovia interessa ao Porto de Açu, sim, mas certamente não é a EF-118.
Se quiserem conhecer nossa proposta alternativa ferroviária para o porto de açu leiam as postagens abaixo:
Projeto Trilhos do Rio III – A Ferrovia da Serra do Mar (parte 1)
Projeto Trilhos do Rio III – A Ferrovia da Serra do Mar (final)
Para quem acredita no Papai Noel, no Coelhinho da Pascoa, e nos Gnomos, fica aqui uma informação:
Está sendo realizada no Estado do Rio de Janeiro uma das maiores e mais bonitas obras de infraestrutura rodoviária do país que é a reforma das pistas de subida e descida da Serra das Araras. Obras realizada pela CCR, com recursos próprios, e com financiamento do BNDES, uma obra com valor da ordem de 1,5 bilhões de reais. O acordo foi celebrado entre o Governo Federal (por meio do Ministério da Infraestrutura e da ANTT) e o Grupo CCR, com a presença do presidente anterior e de autoridades federais na cerimônia oficial de assinatura. No dia 4 de março de 2022.
Basta pesquisar, o contrato foi assinado em 2022 pelo atual ex-presidente, executivo anterior do cargo. Mas o atual presidente fez questão de mandar colocar uma placa do PAC reivindicando a obra e dizendo que o atual governo colocou dinheiro lá.
Percebem como existe uma forte desinformação sobre as obras públicas no Brasil, a EF-118 é mais um exemplo.
A Ferrogrão
Essa ferrovia construída traria enorme lucro para o Brasil, mas vejam o partido político que embargou a obra, e vejam os impactos positivos que ela teria.
Percebem como é complicado a construção de novas ferrovias no Brasil?
A quem interessa esse embargo?
Isso se chama insegurança jurídica, quando as leis não protegem quem quer produzir.
“Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada… então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada”.
Ayn Rand
Percebem a extensão da maluquice? Entendem os motivos de nada ter acontecido no setor ferroviário nos últimos anos?
Uma mistura de dirigentes públicos despreparados e uma justiça que não sabe o que faz.
Acordem para uma realidade, o Brasil vem sofrendo continuamente ataques externos a sua soberania por meio desses “defensores das nossas florestas”, são ONGs sediadas no exterior que defendem essas pautas acreditem visando atrasar o desenvolvimento do país.
Alguém acompanhou a chamada turma da maromba tentando atravessar a Transamazônica com troller e foi impedida pela PRF? Desse grupo fazia parte o Biólogo Richard Rasmussen, Renato Cariani entre outros. Eles expuseram o estado de penúria da rodovia e da população que mora em volta dela e a determinação da então ministra do meio ambiente em manter as coisas inalteradas.
Nomeados
Nosso amigo tiozão cheio de ideias que frequenta páginas sobre ferrovias no Facebook, esquece que elas não surgem no ar a partir do pó de pirlimpimpim, é preciso que existam nos órgãos públicos gente qualificada para debater e aprovar projetos.
Abaixo o currículo de um presidente da ANTT:
- Especialização em Direito Processual;
- Especialização em Gestão Empresarial;
- Especialização em Gestão Jurídica e de Contencioso;
- Graduação em Direito.
Não parece ser o currículo adequado para alguém que em tese deve conhecer transportes terrestres, rodovias e ferrovias.
Um outro diretor da ANTT, por exemplo, é um advogado. Mais uma vez, não parece ser alguém que tenha a ver com o cargo que ocupa.
Conclusão
Conseguem finalmente entender os motivos pelos quais durante esse governo nada vai sair do papel?
Os motivos de durante os últimos 30 anos nada ter saído do papel?
Boa sorte para aqueles que sonham.
Abaixo vídeo do ex-ministro e ex-deputado Aldo Rebelo mostrando aspectos da fofo fauna pouco divulgados.
Fofo fauna é o termo cunhado pelo Biólogo Henrique para mostrar pessoas com pouco ou nenhum conhecimento da área de biologia que se espalham por diversos setores do Brasil.
Pessoas que com suas ideias prejudicam não só o Brasil, mas também o setor ferroviário.
