Supervia conta com apicultor para remoção de abelhas em trechos ferroviários

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✍️ Redação Trilhos do Rio, com informações da Supervia
📅 16/09/2025
🕚 21h08
📷 Divulgação Supervia

A malha ferroviária de transporte de passageiros na Região Metropolitana do Rio de Janeiro tem 270 km de extensão, uma quilometragem bastante considerável. Contudo, com todas as questões que envolvem o cotidiano e rotina dos trens diariamente, existe um aspecto que pode parecer inusitado para quem não acompanha de perto o dia a dia da ferrovia: o cuidado constante com abelhas e marimbondos. Sim, esses insetos desempenham um papel fundamental no meio ambiente, mas também podem oferecer riscos quando instalam suas colmeias e ninhos próximos aos trilhos da SuperVia.

Por atravessar áreas urbanas e rurais, a ferrovia frequentemente se torna ponto de instalação natural para enxames e casulos. Diante desse cenário, a SuperVia firmou, em 2020, uma parceria com um apicultor especializado, que passou a ser responsável pela remoção segura das colônias. Essa iniciativa combina duas frentes igualmente importantes: a preservação ambiental, já que os insetos não são eliminados, e a proteção de passageiros e colaboradores, que ficam menos expostos a possíveis incidentes.




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Como funciona o manejo de abelhas e marimbondos

A retirada de colmeias e ninhos exige conhecimento técnico, equipamentos adequados e muita cautela. O apicultor utiliza roupas de proteção específicas, luvas e ferramentas apropriadas para lidar com abelhas e marimbondos de forma segura. O processo de manejo varia conforme o tipo de inseto:

  • Marimbondos: normalmente retirados durante o dia;

  • Abelhas: removidas no período da noite, momento em que permanecem reunidas na colmeia, facilitando a captura sem dispersar o enxame.

Após a coleta, os insetos são transportados para um apiário em Além Paraíba (MG), onde podem continuar desempenhando sua função ecológica sem representar riscos às pessoas. Dessa forma, garante-se a continuidade da polinização e do equilíbrio ambiental, ao mesmo tempo em que a circulação dos trens ocorre de forma mais segura.


Números da operação desde 2020

Desde o início da parceria, em 2020, já foram registradas mais de 260 solicitações de remoção de abelhas e marimbondos ao longo dos trilhos da SuperVia. Somente no ano de 2025, até o momento, já foram realizados 34 manejos com sucesso. Esse trabalho é contínuo, pois os insetos constantemente buscam locais protegidos para instalar seus ninhos, e a infraestrutura ferroviária oferece pontos favoráveis, como estruturas metálicas, marquises e áreas de pouca circulação humana.

Esse volume de ocorrências mostra que o manejo é uma necessidade permanente e não apenas pontual. Para a SuperVia, investir nesse cuidado significa proteger milhares de passageiros que utilizam os trens diariamente, além dos próprios trabalhadores que atuam na manutenção e operação da malha ferroviária.

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Por que o manejo adequado é tão importante?

A ausência de manejo especializado pode trazer graves riscos à saúde e à segurança. Um enxame provocado, por exemplo, pode percorrer até quatro quadras em busca de defesa, atacando pessoas e animais que estejam em seu caminho. Para indivíduos com alergia à picada de abelha ou marimbondo, uma reação alérgica severa pode levar a consequências fatais se não houver atendimento médico imediato.

Além do risco humano, enxames próximos aos trilhos podem interferir no trabalho dos colaboradores e até prejudicar a circulação dos trens, caso haja necessidade de isolamento de áreas específicas para garantir a segurança.


Preservação ambiental e responsabilidade social

Um dos grandes diferenciais dessa parceria é o foco na preservação ambiental. Diferentemente de métodos que simplesmente eliminam os insetos, o trabalho desenvolvido com o apicultor garante que eles sejam realocados em segurança para áreas apropriadas.

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Divulgação Supervia

Esse cuidado reforça o compromisso da SuperVia com práticas sustentáveis, alinhadas à importância das abelhas para o ecossistema. Afinal, elas são responsáveis por uma parte significativa da polinização de plantas, processo essencial para a produção de alimentos e para a manutenção da biodiversidade.


Autor

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    O Departamento de Pesquisas e Projetos Trilhos do Rio surgiu como um grupo de amigos, profissionais, entusiastas e pesquisadores ferroviários que organiza, desde o ano de 2009, eventos, atividades e pesquisas, tanto documentais quanto em campo, sobre a história e patrimônio ferroviário do estado do Rio de Janeiro, com o objetivo de resgatar, preservar e divulgar a história e memória dos transportes sobre trilhos fluminenses.
    Entre os anos de 2014 e 2021 fomos formalizados como uma ONG, a Associação Ferroviária Trilhos do Rio, e desde 2024 fazemos parte, como um departamento, da Associação Ferroviária Melhoramentos do Brasil

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