Ipiabas se consolida no calendário ferromodelista e reforça vocação ferroviária do Vale do Café
Evento realizado neste sábado (18) consolida distrito de Barra do Piraí como um dos principais polos do ferromodelismo nacional, reunindo expositores, pesquisadores, ferroviários e apaixonados pela memória ferroviária.
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O distrito de Ipiabas, em Barra do Piraí, voltou a se transformar, neste sábado, 18 de julho de 2026, em um dos principais pontos de encontro dos apaixonados pelo universo ferroviário. A realização da quarta edição do tradicional Encontro de Ferromodelismo de Ipiabas reafirma a importância do evento no calendário nacional do setor, reunindo expositores, fabricantes, pesquisadores, preservacionistas, ferroviários e visitantes de diversas regiões do estado do Rio de Janeiro e de outros estados brasileiros.

Mais do que uma exposição de trens em miniatura, o encontro consolidou-se como um espaço de intercâmbio técnico, preservação histórica e valorização da cultura ferroviária, transformando o distrito em um verdadeiro centro de difusão do conhecimento sobre as ferrovias brasileiras.

Entre os destaques da edição deste ano esteve a presença de representantes da Frateschi, principal fabricante brasileira na área, que apresentou produtos e novidades ao público, além de dezenas de ferromodelistas que expuseram maquetes, dioramas, locomotivas e composições reproduzidas com elevado nível de detalhamento.

O evento também reuniu importantes nomes ligados à história ferroviária fluminense, como Zaidan, conhecido ferromodelista, João Bosco Setti, referência na pesquisa e documentação ferroviária; Antonio Pastori, conhecido por sua atuação na preservação ferroviária; Eduardo Coelho, Fábio Paixão, além de diversos outros pesquisadores, ferroviários e preservacionistas. Representando a equipe Trilhos do Rio, esteve presente o engenheiro Mozart Rosa, acompanhando as atividades e registrando os principais momentos do encontro.
Muito além do hobby
Embora frequentemente associado ao colecionismo, o ferromodelismo representa uma atividade que combina história, engenharia, eletrônica, artes plásticas e pesquisa documental. Cada maquete reproduz cenários ferroviários reais, muitas vezes reconstruindo locomotivas, estações e paisagens que já desapareceram ou sofreram profundas transformações ao longo das décadas.

Durante o encontro, veteranos e novos praticantes compartilharam técnicas de construção, envelhecimento de estruturas, pintura, eletrônica embarcada e automação de composições, fortalecendo a renovação do hobby e estimulando a participação das novas gerações.

As miniaturas expostas, especialmente na escala HO (1:87), impressionaram pela riqueza de detalhes, reproduzindo fielmente locomotivas, vagões, pontes, túneis, sinalização e edificações ferroviárias. Muitos dos modelos contam ainda com sistemas digitais capazes de simular sons, iluminação e movimentos muito próximos da operação ferroviária real.
Preservação da memória ferroviária
Além do aspecto técnico, o encontro desempenha importante papel na preservação do patrimônio ferroviário brasileiro.
Ao reconstruírem em escala locomotivas, estações, pontes e trechos ferroviários históricos, os modelistas acabam produzindo verdadeiros registros tridimensionais da memória ferroviária nacional, permitindo que parte dessa história permaneça acessível mesmo quando os elementos originais já não existem mais.

Para pesquisadores e preservacionistas, o ferromodelismo também funciona como uma ferramenta de documentação histórica, contribuindo para a divulgação da evolução das ferrovias, da engenharia ferroviária e do desenvolvimento urbano associado ao transporte sobre trilhos.
Turismo e desenvolvimento regional
O evento também fortalece a vocação turística do eixo Ipiabas–Conservatória, no Vale do Café.
Enquanto Conservatória consolidou-se nacionalmente como a “Cidade da Seresta”, Ipiabas vem ampliando sua identidade ligada à memória ferroviária, tornando-se referência para visitantes interessados em história, patrimônio industrial e ferromodelismo.

A realização anual do encontro movimenta pousadas, hotéis, restaurantes, cafeterias e o comércio local, atraindo um público especializado que busca não apenas lazer, mas também conhecimento técnico e cultural.
Essa integração entre turismo, preservação histórica e economia criativa demonstra como iniciativas voltadas ao patrimônio ferroviário podem contribuir para o desenvolvimento sustentável de regiões historicamente ligadas às ferrovias.
Educação através das miniaturas
Outro aspecto de destaque é o caráter educativo do ferromodelismo.
As maquetes permitem que crianças, jovens e adultos compreendam, de forma prática e visual, conceitos relacionados à história, geografia, física, eletricidade, mecânica e planejamento urbano.

Ao observar uma ferrovia em miniatura em funcionamento, o visitante consegue entender aspectos da operação ferroviária, dos sistemas de sinalização, das composições e da infraestrutura necessária para o transporte ferroviário, tornando o aprendizado mais acessível e estimulando o interesse pela preservação do patrimônio.
Um encontro que cresce a cada edição
Com público cada vez maior e a presença constante de fabricantes, pesquisadores e colecionadores de diferentes partes do país, o Encontro de Ferromodelismo de Ipiabas consolida-se como uma das mais importantes iniciativas voltadas à cultura ferroviária brasileira.

Mais do que reunir miniaturas, o evento reafirma o papel do ferromodelismo como instrumento de preservação da memória, difusão do conhecimento técnico e valorização da história das ferrovias, mantendo vivo o interesse por um patrimônio que ajudou a construir o desenvolvimento econômico e social do Brasil.
Ao transformar locomotivas, estações e paisagens ferroviárias em verdadeiras obras de arte em miniatura, os participantes demonstram que a paixão pelos trilhos continua encontrando novas formas de preservar e contar a história das ferrovias para as futuras gerações.
Com informações do site Ipiabas Ferromodelismo
Imagem de capa: Luís Fernando, via Whatsapp Trilhos do Rio
