Conectando fé e acessibilidade: o Plano Inclinado da Penha
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✍️ Daddo Moreira, com colaborações de Arlindo Pereira e Diego Motta
📅 09/08/2025
🕚 15h34
📷 Daddo Moreira, em 2024
No coração da Zona Norte carioca, a Basílica Santuário de Nossa Senhora da Penha de França se ergue sobre o Morro da Penha, desafiando visitantes a percorrer suas escadarias históricas — 382 degraus esculpidos na pedra desde 1819.
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Atualmente e já há alguns anos, um sistema moderno e inclusivo complementa esse percurso: o Plano Inclinado Padre Laércio Dias de Moura, popularmente conhecido como Bondinho da Penha.
ESTRUTURA EM TRÊS TRECHOS
O plano inclinado funciona no sistema de contra-peso, como um elevador comum, mas neste caso o deslocamento é em rampa e não na vertical. Um par de trilhos dá suporte ao deslocamento do veículo, que tem capacidade entre 25 e 28 passageiros, e abaixo dos trilhos superiores existe mais um par de trilhos por onde corre o contra-peso.
O transporte de passageiros é composto por três trechos que conectam o Largo da Penha à própria igreja, passando por duas estações intermediárias:
- Trecho 1 (estações 1 a 2a): extensão de 188 metros, com inclinação suave e trajeto paralelo à Estrada da Penha;

- Trecho 2 (estações 2b a 3): percurso mais íngreme de 58 metros, inaugurado junto com o primeiro em 10 de junho de 2012;

- Trecho 3: originalmente construído na década de 1950 e reconstruído em 5 de outubro de 2003, com 180 metros de extensão, conectando o estacionamento à igreja propriamente dita.

O plano funciona diariamente das 7h às 18h, com acesso gratuito, sendo mantido pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.
HISTÓRIA E CONTEXTO
O sistema atual foi resultado de estudos e projetos que buscavam tornar o acesso à basílica mais acessível a todos — especialmente idosos, pessoas com mobilidade reduzida e aqueles que não conseguiriam subir os 382 degraus.

Desde sua inauguração em 2003 do trecho original, o plano inclinado representa tecnologia e inclusão urbana. A nova etapa de expansão de 2012, que ligou o Largo da Penha à comunidade da Vila Cruzeiro, reforça o aspecto de integração social e territorial.
RELEVÂNCIA SOCIAL E CULTURAL
O plano inclinado não é apenas uma solução de mobilidade: é um elemento simbólico de transformação urbana, preservação histórica e inclusão. Ele valoriza um dos religiosos e turísticos mais importantes da cidade, garantindo que todos possam desfrutar da vista panorâmica da Baía de Guanabara e da rica tradição da região sem barreiras físicas.

Além disso, configura-se como um componente essencial durante as celebrações, como os festejos de outubro em homenagem à padroeira, quando milhares de fiéis e visitantes sobem o morro — muitos com dificuldade — ressaltando a importância do sistema.
OLHANDO PARA O FUTURO
O Plano Inclinado da Penha representa uma convergência entre patrimônio, tecnologia e acessibilidade. Em tempos de debates urbanos e mobilidade inclusiva, este é um caso inspirador de requalificação e reuso de estruturas históricas. .
Colaboração: Diego Motta
E aí? Curtiu? Fique ligado! Em breve, traremos posts sobre outros sistemas semelhantes — e análises de possibilidades de reuso em diferentes regiões do estado.
Se você já viveu a experiência de embarcar no Bondinho da Penha, compartilhe sua história nos comentários ou nas redes sociais marcando sua postagem com #TrilhosDoRio. Vamos construir essa memória juntos!
