Aerom e UFRJ firmam parceria para impulsionar o desenvolvimento do MagLev-Cobra

Aerom e UFRJ firmam parceria para impulsionar o desenvolvimento do MagLev-Cobra

Veículo utiliza deslocamento por levitação magnética e utiliza tecnologia aplicada em algumas redes de transporte no mundo

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A Aerom Sistemas de Transporte e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) firmaram um contrato de licenciamento tecnológico para o desenvolvimento e a futura exploração comercial do MagLev-Cobra, sistema brasileiro de transporte por levitação magnética criado na COPPE/UFRJ. A parceria marca uma nova etapa na evolução da tecnologia, ampliando as pesquisas, os testes e o aperfeiçoamento do sistema, com foco em aplicações tanto no mercado nacional quanto internacional.

O MagLev-Cobra utiliza uma tecnologia baseada em supercondutores de alta temperatura crítica e trilhos equipados com ímãs permanentes, permitindo que o veículo se desloque sem contato físico com a via. A ausência de atrito reduz significativamente o desgaste dos componentes, diminui a necessidade de manutenção e aumenta a eficiência energética do sistema.

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A Aerom já participava do desenvolvimento do projeto por meio de contrato com a COPPE/UFRJ, tendo contribuído para a criação de um novo veículo experimental e do sistema de controle utilizado na pista de testes de aproximadamente 200 metros instalada no campus da universidade.

Projetado para operar em vias elevadas, o MagLev-Cobra pode atingir velocidades superiores a 70 km/h, vencendo rampas de até 15% e realizando curvas com raio mínimo de 50 metros, características que favorecem sua implantação em ambientes urbanos com limitações de espaço e relevo acidentado.

Outro diferencial destacado pelos desenvolvedores é o custo de implantação, estimado em cerca de um terço do necessário para sistemas convencionais de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) ou monotrilho. A propulsão é realizada por meio de motor linear alimentado por energia elétrica, proporcionando baixo consumo energético e reduzida emissão de ruídos.

Atualmente, a linha experimental instalada na UFRJ realiza o transporte entre dois centros de pesquisa do campus, funcionando simultaneamente como laboratório para validação e aperfeiçoamento contínuo da tecnologia.

Tecnologia nacional com potencial internacional

O novo acordo representa um passo importante para aproximar o MagLev-Cobra do mercado, permitindo que a Aerom conduza seu desenvolvimento tecnológico e busque futuras aplicações comerciais.

A Aerom integra o Grupo Coester, que desenvolve, há mais de 65 anos, produtos e soluções para a indústria, sendo uma referência em automação e mobilidade urbana sustentável. Detentora da Tecnologia Aeromovel, a Aerom dedica-se ao fornecimento e implantação de sistemas de mobilidade e seu sistema de transporte caracteriza-se por ser automatizado e em via elevada, utilizando a propulsão pneumática.

Embora compartilhem o objetivo de oferecer soluções inovadoras para a mobilidade urbana, o Aeromóvel e o MagLev-Cobra utilizam princípios de funcionamento distintos. Enquanto o Aeromóvel emprega propulsão pneumática para movimentar veículos sobre trilhos convencionais, o MagLev-Cobra utiliza a levitação magnética, eliminando o contato entre o veículo e a via.

Projeto reforça protagonismo brasileiro em novas tecnologias ferroviárias

A parceria entre a Aerom e a UFRJ reforça o potencial da pesquisa científica brasileira no desenvolvimento de sistemas avançados de transporte sobre trilhos. Embora ainda se encontre em fase de desenvolvimento e validação tecnológica, o MagLev-Cobra figura entre os poucos projetos de levitação magnética em operação experimental no mundo, colocando o Brasil em posição de destaque nas pesquisas voltadas à mobilidade ferroviária de próxima geração.

O avanço do projeto poderá contribuir, no futuro, para ampliar o leque de alternativas tecnológicas disponíveis para sistemas de transporte urbano, especialmente em corredores onde soluções convencionais possam apresentar maiores restrições técnicas ou econômicas.


Com informações da Revista Ferroviária
Imagem de capa (ilustrativa): COPPE/UFRJ

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