Denúncia sobre problemas de acessibilidade na estação ferroviária de Campo Grande

Denúncia sobre problemas de acessibilidade na estação ferroviária de Campo Grande

Com informações de: AGETRANSP
Imagem de capa: Câmara de Transportes e Rodovias – AGETRANSP

Uma denúncia encaminhada à Ouvidoria do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro trouxe à tona preocupações sobre a falta de acessibilidade na estação ferroviária de Campo Grande, na Zona Oeste da cidade. O caso, registrado sob o nº 1073023, mobilizou diferentes instâncias do poder público e órgãos reguladores.

De acordo com o relato do usuário, alterações realizadas no túnel de acesso inferior — que liga a estação ao calçadão do bairro — teriam comprometido significativamente as condições de mobilidade no local. Segundo a denúncia, uma escada rolante anteriormente existente foi removida após atuação do Ministério Público, sendo substituída por um elevador com capacidade para apenas duas pessoas.

Denúncia sobre problemas de acessibilidade na estação ferroviária de Campo Grande
Imagem: AGETRANSP

O comunicante afirma que o uso do elevador seria restrito, prioritariamente destinado a idosos, e que o equipamento frequentemente é desativado em dias de chuva, sob a justificativa de acúmulo de água no fosso. Ainda segundo o relato, no lugar da escada rolante foi construída uma escada fixa em alvenaria, sem a implantação de rampas ou outras soluções adequadas para garantir acessibilidade universal.

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A situação, conforme apontado, impactaria não apenas pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, mas também idosos, gestantes e usuários com cargas, dificultando o fluxo cotidiano em um dos principais pontos de integração do bairro.

Diante da denúncia, o caso foi encaminhado à Agência Reguladora de Transportes do Estado do Rio de Janeiro (AGETRANSP), após tramitação interna no MPRJ. O promotor de Justiça responsável, Carlos Andresano Moreira, determinou o envio da representação para fins de fiscalização e adoção das medidas cabíveis, sem estipulação de prazo imediato para resposta.

Para apuração dos fatos, foi realizada uma inspeção técnica no dia 10 de março de 2026, que confirmou a existência do elevador e da escada em alvenaria mencionados na denúncia. No entanto, o levantamento trouxe um elemento relevante: as estruturas identificadas não pertencem à concessionária ferroviária SuperVia.

Com isso, a responsabilidade pelas intervenções no local foi atribuída à Prefeitura do Município do Rio de Janeiro, que passa a figurar como principal agente responsável pelas modificações apontadas e, consequentemente, pelas eventuais adequações necessárias.

O denunciante chegou a sugerir o retorno das escadas rolantes, argumentando que o equipamento anteriormente existente atendia de forma mais ampla aos usuários, incluindo pessoas com dificuldades de locomoção.

O caso segue em análise pelos órgãos competentes, incluindo a própria AGETRANSP e setores do MPRJ, que deverão avaliar as condições de acessibilidade no local e definir possíveis encaminhamentos.


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