Um vestígio da antiga estação Dom Pedro II / Central do Brasil

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✍️ Daddo Moreira, com informações e colaboração de Juan Fischer
📆 26/11/2021
⏱️ 12h00
📷 Internet

A Estação da Côrte ou do Campo, como também era conhecida, foi inaugurada em 1858 e a partir dela se alcançava por trilhos diversas cidades do interior do estado do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, tornando-se uma das principais ferrovias do país até os dias atuais. A estação original foi substituída pela versão atual durante o período no final da década de 1930/início da década de 1940, após o início da eletrificação das linhas suburbanas e metropolitanas.

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A primeira versão da estação era ornamentada com diversas obras de arte, sendo uma bem marcante e visível por se situar sobre o acesso principal da Gare aos passageiros. Batizada de “O Progresso”, a escultura em bronze foi inaugurada no dia 2 de novembro de 1885, às 5 horas da manhã e custou 1.500$000 (um milhão e quinhentos mil Réis).

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“O Progresso” é uma estátua fundida em Bronze, criada por Cândido Caetano de Almeida Reis, escultor brasileiro ativo entre 1864 a 1889. A obra, de tamanho maior que o natural, possui aproximadamente 3,50 metros e foi concebida para ser fundida em cimento e ficar em cima do relógio da Estação Central da Estrada de Ferro Dom Pedro II. Mas, em agosto de 1885, se decidiu pela fundição em bronze, sob a direção de Almeida Reis e na presença do Imperador, nas oficinas da Estrada de Ferro.

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A obra “O Progresso” é uma das poucas obras públicas que Almeida Reis conseguiu realizar, sendo encomenda de José Ewbank de Camara (1843-1890), um amigo de infância do escultor e diretor da Estrada de Ferro Dom Pedro II. Representa uma figura masculina seminua, com o braço direito segurando um escudo com uma locomotiva, e o esquerdo levantado segurando raios alusivos à eletricidade. Tem a perna direita estendida formando uma diagonal com o braço contrário, e a esquerda flexionada sobre a parte superior do relógio onde se assenta. Após a demolição da Estação Original, na década de 1940, a estátua foi levada para o Museu Dom João VI, da Escola de Belas Artes (UFRJ).

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O monumento encontra-se no local até hoje, e recentemente alguns historiadores e influenciadores estiveram no local e fizeram interessantes registros, vale a pena buscar e assistir!

Em breve estaremos lá também! 😉


Autor

  • Daddo Moreira

    Formado em Arquivologia, pós-graduado em Engenharia Ferroviária, técnico em TI, produtor e editor multimídia, webmaster e webdesigner, pesquisador e historiador informal. Foi presidente e é o atual coordenador-geral Trilhos do Rio.

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