Sucessora da Supervia tem relações com empresa ligada ao Banco Master
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✍️ Redação Trilhos do Rio, com informações do Diário do Rio e do Jornal O Globo
📆 12/02/2026
⏱️ 14h19
📷 CBN
Fundos do consórcio Nova Via Mobilidade foram criados semanas antes do leilão da operação concedida à SuperVia
Os dois fundos que compõem o consórcio Nova Via Mobilidade — único participante do leilão judicial destinado a substituir a SuperVia na operação dos trens urbanos do Rio de Janeiro — foram constituídos poucas semanas antes da disputa. A Nova Via Fundo de Investimentos foi criada em 15 de janeiro, e a Mega Fundo de Investimentos em 22 de janeiro, conforme registros da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
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Ambos os fundos têm como administradora a Planner Corretora de Valores.
A Planner esteve recentemente sob escrutínio público por ter intermediado a aquisição de aproximadamente R$ 510 milhões em Letras Financeiras (LF) do Banco Master pelo Fundo de Previdência do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência). A operação foi considerada irregular em auditorias do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Em novembro, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master em razão de crise de liquidez e indícios de irregularidades financeiras.
Relatórios do TCE indicam que a Planner realizou quatro operações junto ao Banco Master. Em voto proferido em maio do ano passado, a conselheira Marianna Montebello destacou que a instituição não possuía capacidade para emitir o instrumento financeiro negociado, o qual deve obedecer às normas estabelecidas pelo Banco Central.
Em outro processo, relatado em dezembro pelo conselheiro José Gomes Graciosa, auditores apontaram que a operação pode ter gerado prejuízo estimado em quase R$ 20 milhões ao Rioprevidência, em razão de comissão supostamente superior à praticada no mercado. Também foi questionada a ausência de justificativa formal para a contratação de intermediador financeiro na transação.
Em nota, a assessoria dos fundos informou que a Planner exercerá exclusivamente a função de administradora fiduciária, enquanto a gestão dos investimentos ficará a cargo de gestores financeiros responsáveis pela estratégia da Nova Via. Conforme as normas da CVM, não há obrigatoriedade de divulgação dos cotistas dos fundos.
Quanto à criação dos veículos de investimento apenas em janeiro, a Planner afirmou que a estruturação dependia da definição prévia das regras constantes no edital da Secretaria Estadual de Transportes.
O governo do estado não se manifestou sobre os questionamentos.
O consórcio Nova Via Mobilidade — que não possui qualquer vínculo societário ou operacional com a concessionária paulista ViaMobilidade — informou que pretende subcontratar um grupo português para operar o sistema ferroviário e uma empresa de engenharia para executar a manutenção dos trens, como anunciado aqui no site Trilhos do Rio. O Grupo Barraqueiros, com sede em Portugal, teve mais informações detalhadas no link abaixo, confiram!
Conheça as empresas do consórcio Nova Via Mobilidade, sucessora na operação ferroviária no Rio
