Substituição dos corredores BRT por VLT/VLP gera expectativa, dúvidas e debates

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✍️ Redação Trilhos do Rio, com informações do Jornal O Dia
📅 09/08/2025
🕚 10h42
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A proposta em tramitação na Câmara do Rio, que visa substituir os corredores de BRT pelos sistemas de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) e/ou VLP (Veículo Leve sobre Pneus), tem gerado otimismo entre especialistas da área de mobilidade urbana — embora também desperte alertas sobre sua complexidade técnica, financeira e operacional.




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Por que a troca é vista como promissora?

Para o professor Aurelio Murta, especialista em logística da UFF, essa transição representa uma significativa evolução em relação ao sistema atual. O VLT, por funcionar em vias segregadas, pode oferecer maior capacidade de transporte, conforto e pontualidade, e, por ser elétrico, gera menos ruído e poluição. Já o VLP, com pneus e tracionado por bateria elétrica, traz maior flexibilidade ao traçado e reduz custos em infraestrutura.

Outro ponto destacado por Murta é a potencial integração entre modais — o VLT já existente no Centro poderia ser conectado aos corredores Transcarioca e TransOeste, tendo as linhas do Metrô como intermediárias, promovendo uma rede sobre trilhos mais coesa e funcional, facilitando baldeações e reduzindo o tempo total de viagem .

Os obstáculos e cuidados necessários

Apesar do entusiasmo, os analistas reforçam que o sucesso depende de um planejamento minucioso e transparente. Murta alerta para os elevados custos envolvidos e para os riscos de paralisações e erros de execução que podem comprometer todo o projeto .

Já o diretor da FGV Transportes, Marcus Quintella, chama atenção para os desafios estruturais da transição. Ele afirma que não basta apenas sobrepor trilhos à calha do BRT: será preciso reconstruir partes significativas da via, implantar sistemas de sinalização, subestações elétricas e adaptar semáforos e estações. Durante a obra, a retirada dos BRTs pode causar congestionamentos severos na Barra da Tijuca e na Avenida das Américas .

Quintella reforça que, embora o VLT possa trazer benefícios como redução de acidentes, menos poluição e mais conforto, tudo isso só será viável se o projeto tiver respaldo financeiro firme e gestão eficiente durante a execução. Caso contrário, o que deveria ser uma solução pode virar um problema maior .

Expansão até a Zona Norte

O projeto contempla ainda a extensão das linhas para Vila Isabel e São Cristóvão, na Zona Norte, aproveitando estruturas e as ligações já existentes no Centro. A expansão abrangeria pontos estratégicos como o Centro de Tradições Nordestinas, o BioParque, a Quinta da Boa Vista, o Hospital Quinta D’Or e conexões com as linhas de trens e metrô locais .

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Perspectiva política e financiamento

O projeto de lei enviado pelo prefeito Eduardo Paes permite ao Executivo firmar Parcerias Público-Privadas (PPP) para implantação e operação do novo sistema. O investimento estimado gira em torno de R$ 12 bilhões, com expectativa de licitação ainda em 2025.

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    O Departamento de Pesquisas e Projetos Trilhos do Rio surgiu como um grupo de amigos, profissionais, entusiastas e pesquisadores ferroviários que organiza, desde o ano de 2009, eventos, atividades e pesquisas, tanto documentais quanto em campo, sobre a história e patrimônio ferroviário do estado do Rio de Janeiro, com o objetivo de resgatar, preservar e divulgar a história e memória dos transportes sobre trilhos fluminenses.
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