Conhece estes Planos Inclinados? Um famoso, um esquecido e um indesejado? Confira!

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Plano Inclinado do Cemitério São João Batista - Imagem: Renan Souza / Fórum TGVBR, em 2011

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✍️ Redação Trilhos do Rio, com colaboração e pesquisa de Arlindo Pereira e Renan Souza
📅 09/08/2025
🕚 20h04
📷 Renan Souza/Fórum TGVBR

Em 1956, o jornal Tribuna da Imprensa publicou uma pérola jornalística sobre três curiosos sistemas de plano inclinado da cidade do Rio de Janeiro, sendo dois para transporte urbano e um… digamos… com destino final um pouco menos convidativo, que ninguém gostaria de conhecer.

Naquele tempo, os cariocas tinham várias opções de sistemas de Planos Inclinados/Funiculares quando o assunto era subir e descer ladeiras sem esforço. E então a mídia jornalística da época produziu esta matéria um tanto quanto curiosa, que abordamos abaixo, sobre três trechos percorridos por este meio de transporte, confiram:




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1️⃣ O famoso: Plano Inclinado da Glória

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Imagem: Jorge William / Jornal O Globo

Inaugurado em 1944, liga o bairro da Glória à Igreja Nossa Senhora da Glória do Outeiro. Era tão popular que, em dias de festa de Nossa Senhora da Glória, as filas se estendiam até a rua, enquanto o “elevador” (como era chamado) fazia viagens a 50 centavos. Atualmente a prefeitura administra o sistema e não há cobrança de passagens.

2️⃣ O esquecido: Plano Inclinado de Santa Teresa

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Rara imagem do extinto sistema. Fonte: A Noite (1918), pesquisa de Arlindo Pereira

Pouca gente lembra, mas o bairro de Santa Teresa já teve um plano inclinado que ligava a Rua Riachuelo ao Morro de Paula Matos. Chamado de “Plano”, ele funcionava junto à ladeira do Castro e, no alto, conectava-se a linhas de bondes para o Curvelo e o França. Um verdadeiro atalho que, com o tempo, foi desativado, extinto e desapareceu quase completamente da paisagem (algumas estruturas ainda existem, mostraremos em artigos futuros mais detalhes).

3️⃣ O que ninguém quer conhecer: Plano Inclinado do Cemitério São João Batista

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Imagem: Renan Souza / Fórum TGVBR (2011)

 

Sim, ele existiu! Servia para transportar caixões, e acompanhantes dos falecidos, de um portão de acesso até a parte alta do cemitério. Oficialmente, era para poupar esforços nas subidas íngremes, mas, convenhamos… não era exatamente o tipo de transporte que alguém desejava experimentar pelo lado de dentro. Hoje, está desativado, abandonado e virou curiosidade histórica.

Esses três exemplos mostram como o Rio já usou (e ainda usa) soluções criativas para vencer sua geografia acidentada. Seja para subir ao Outeiro da Glória, chegar mais rápido em Santa Teresa ou… levar defuntos ao descanso final, o plano inclinado foi e é parte marcante da história da mobilidade carioca — e, às vezes, da sua memória afetiva mais inusitada. Aguardem que todos estes sistemas serão abordados em aspecto maior do que apenas curiosidade: em breve mais detalhes, aguardem!

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    O Departamento de Pesquisas e Projetos Trilhos do Rio surgiu como um grupo de amigos, profissionais, entusiastas e pesquisadores ferroviários que organiza, desde o ano de 2009, eventos, atividades e pesquisas, tanto documentais quanto em campo, sobre a história e patrimônio ferroviário do estado do Rio de Janeiro, com o objetivo de resgatar, preservar e divulgar a história e memória dos transportes sobre trilhos fluminenses.
    Entre os anos de 2014 e 2021 fomos formalizados como uma ONG, a Associação Ferroviária Trilhos do Rio, e desde 2024 fazemos parte, como um departamento, da Associação Ferroviária Melhoramentos do Brasil

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