Biometria facial do Bilhete Único é instalada nos trens da Supervia, veja como funciona

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✍️ Redação Trilhos do Rio, com informações do Diário do Rio
📆 12/11/2025
⏱️ 21h13
📷 Divulgação

A biometria facial começou oficialmente a ser instalada nas estações de trem do Rio de Janeiro como parte de uma estratégia estadual para reduzir fraudes no Bilhete Único Intermunicipal (BUI) e nas gratuidades. A iniciativa da Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana (Setram), em parceria com a SuperVia e a Mais.Mobi, representa um dos movimentos mais robustos de modernização tecnológica do transporte público fluminense nos últimos anos.

Os primeiros equipamentos foram ativados na estação Central do Brasil, que recebeu duas unidades em fase piloto. A implementação será ampliada gradualmente para outras estações da rede ferroviária. A mesma tecnologia já está em fase de expansão no metrô, onde a Central do Brasil ganhou 25 equipamentos adicionais apenas no fim de outubro, totalizando 36 unidades espalhadas pelas estações Uruguaiana, Carioca e outras. Nas barcas, o sistema opera há mais de um mês na Praça XV, com previsão de cobertura total do modal aquaviário.




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Segundo dados oficiais da Setram, somente em 2025 foram identificadas 2,5 milhões de tentativas de fraude, com mais de 113 mil cartões bloqueados ou cancelados por uso irregular — números que reforçam a urgência de mecanismos mais eficientes de controle.

Por que a biometria facial está sendo ampliada?

A adoção da biometria facial tem como objetivo principal garantir que os benefícios do BUI e das gratuidades sejam utilizados exclusivamente por seus titulares. O Bilhete Único Intermunicipal, que permite integração entre modais pelo valor de R$ 8,55, é frequentemente alvo de empréstimo, venda ou repasse indevido — práticas que geram prejuízo financeiro ao estado e comprometem a sustentabilidade do sistema.

Além disso, fraudes em gratuidades e vales-transporte oferecidos por empresas também impactam diretamente cofres públicos e privados. Em situações mais graves, o uso indevido pode até resultar em demissão por justa causa ou responsabilização civil e criminal.

Essa tecnologia já é adotada integralmente desde 2018 em vans e ônibus intermunicipais, onde se mostrou eficiente no combate ao uso irregular. Agora, expandir o reconhecimento facial para os trilhos e para o sistema aquaviário é um passo natural para unificar os mecanismos antifraude em todos os modais de competência estadual.

O processo é simples e rápido: ao aproximar o cartão ou QR Code no validador, o equipamento registra a imagem do passageiro e compara com a foto oficial do cadastro do benefício. Tudo acontece em poucos segundos, sem necessidade de intervenção manual.

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Segundo especialistas em mobilidade urbana, o uso de tecnologias biométricas tende a melhorar a gestão operacional, reduzir inconsistências e aumentar a segurança para usuários e operadores. O sistema também permite que o poder público obtenha métricas mais precisas sobre o uso real dos benefícios, auxiliando decisões estratégicas sobre tarifas, integrações e subsídios.

Transparência e combate ao desperdício

A secretária Priscila Sakalem destacou que a presença da biometria garante maior transparência e preserva direitos dos públicos beneficiados. Em suas palavras, “a presença da biometria em todos os modos de transporte reforça o compromisso do Governo do Estado com a transparência e a garantia da manutenção do BUI e da gratuidade”.

Reduzir fraudes significa evitar desperdício de recursos que poderiam ser reinvestidos na operação e na qualidade dos serviços. Em um momento em que o transporte público enfrenta desafios financeiros e operacionais, medidas como esta ajudam a equilibrar o sistema.

Para quem utiliza o BUI corretamente, nada muda: o acesso continuará funcionando normalmente. Já para quem usa cartões emprestados ou comercializados, há risco iminente de bloqueio. A Setram reforça que tanto o BUI quanto as gratuidades são pessoais e intransferíveis.

A ampliação da biometria também é vista como um avanço no monitoramento, ampliando a segurança e criando um ambiente de maior confiabilidade entre operadores e usuários.


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    O Departamento de Pesquisas e Projetos Trilhos do Rio surgiu como um grupo de amigos, profissionais, entusiastas e pesquisadores ferroviários que organiza, desde o ano de 2009, eventos, atividades e pesquisas, tanto documentais quanto em campo, sobre a história e patrimônio ferroviário do estado do Rio de Janeiro, com o objetivo de resgatar, preservar e divulgar a história e memória dos transportes sobre trilhos fluminenses.
    Entre os anos de 2014 e 2021 fomos formalizados como uma ONG, a Associação Ferroviária Trilhos do Rio, e desde 2024 fazemos parte, como um departamento, da Associação Ferroviária Melhoramentos do Brasil

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