Transporte de material ferroviário da Leopoldina para Deodoro

[FOTOS] Transferência de parte do material da Leopoldina para Deodoro foi concluída, veja como foi!

Operação realizada entre agosto e setembro levou locomotiva, bondes históricos, carros de passageiros e outros equipamentos para uma nova área de guarda ferroviária

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Quinze bens ferroviários foram transferidos da antiga Estação Barão de Mauá, conhecida como Estação da Leopoldina, para o Complexo Ferroviário XM5, em Deodoro, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A operação foi realizada entre o fim de agosto e a segunda quinzena de setembro de 2026, abrangendo veículos históricos, material rodante e outros equipamentos ferroviários.

A movimentação incluiu uma locomotiva diesel-elétrica ALCO RS-3, quatro carros de passageiros da série 400, cinco bondes históricos, dois guindastes ferroviários Plural, um vagão fueiro FNP e dois cofres de ferro.

O serviço envolveu uma sequência de operações especializadas para retirar os bens de seus locais de origem, içá-los, acomodá-los nos veículos de transporte e conduzi-los por via rodoviária até Deodoro. No destino, os equipamentos foram descarregados e posicionados na área designada para sua guarda.

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Uma operação realizada em etapas

A transferência não ocorreu de uma só vez. Os bens foram movimentados em etapas, conforme um cronograma distribuído ao longo de aproximadamente três semanas.

O primeiro item registrado na operação foi o vagão fueiro FNP, transportado em 31 de agosto.

Em 4 de setembro, foi a vez da locomotiva ALCO RS-3.

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Na sequência, os dois guindastes ferroviários Plural foram transferidos entre os dias 8 e 12 de setembro.

Os trabalhos prosseguiram com os quatro carros da série 400, movimentados entre 13 e 17 de setembro.

Os cinco bondes históricos também foram transportados nesse período, entre 14 e 17 de setembro. Por fim, os dois cofres de ferro foram transferidos em 17 de setembro.

A execução escalonada permitiu organizar a movimentação de bens com características, dimensões e exigências de manuseio diferentes. Cada etapa demandou preparação compatível com o objeto transportado, considerando as condições necessárias para sua retirada, elevação, acomodação e deslocamento.

Do içamento ao carregamento: cuidados com os bens ferroviários

A primeira etapa prática consistiu na preparação dos bens para a movimentação. Antes de serem retirados de suas posições, os equipamentos precisavam ser considerados em função de suas características físicas e das condições de acesso e manuseio no local.

O içamento exigiu equipamentos e acessórios compatíveis com cada carga. Essa fase é especialmente importante em operações com material ferroviário, pois a movimentação de locomotivas, carros de passageiros, bondes e outros componentes de grande porte requer controle durante a elevação e a transferência de peso. O procedimento deve permitir que o bem seja retirado de sua posição original e acomodado no veículo transportador sem movimentos descontrolados.

 

Após a elevação, os itens eram carregados em veículos adequados ao transporte rodoviário. A acomodação da carga constituía outra etapa relevante: além de permitir o deslocamento, era necessário assegurar condições de estabilidade e fixação compatíveis com as características do material.

O planejamento técnico da operação contemplou documentos específicos, incluindo plano de movimentação, plano de rigging — conjunto de procedimentos para içamento e movimentação de cargas —, análise preliminar de riscos, plano de contingência, Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), seguro e autorizações aplicáveis.

A documentação e o acompanhamento da fiscalização integraram o processo de execução, com verificações das etapas realizadas. Esses procedimentos são importantes em operações que envolvem bens de grande porte e interesse ferroviário, nas quais o controle da movimentação precisa abranger tanto a segurança operacional quanto a integridade física dos objetos.

Transporte rodoviário até Deodoro

Depois de içados e carregados, os bens seguiram por via rodoviária até o Complexo Ferroviário XM5, em Deodoro. O deslocamento integrou o serviço contratado para a retirada dos materiais da Leopoldina e sua transferência para a nova área de guarda.

O transporte de veículos ferroviários por rodovia exige planejamento específico, uma vez que esses bens foram originalmente concebidos para circular sobre trilhos. Suas dimensões, massas e pontos de apoio impõem cuidados particulares na escolha dos veículos transportadores e na forma de acomodação da carga.

No caso da operação, o serviço contratado abrangia não apenas o deslocamento entre os dois locais, mas também as atividades anteriores e posteriores ao percurso: retirada, içamento, carregamento, descarregamento e posicionamento final. Assim, o translado compreendeu uma cadeia de procedimentos interdependentes, e não apenas a viagem entre a Leopoldina e Deodoro.

Descarga e posicionamento no Complexo Ferroviário de Deodoro

A chegada ao destino não representava o encerramento imediato da operação. Em Deodoro, os bens precisaram ser descarregados dos veículos transportadores e conduzidos às posições previstas para sua acomodação.

Essa fase envolveu a execução dos procedimentos de movimentação em sentido inverso aos realizados na origem: preparação para a retirada da carga do veículo, içamento ou descarga controlada, deslocamento até a posição de destino e posicionamento final. A execução deveria considerar as características de cada bem e as condições físicas da área disponível.

A etapa final é relevante porque a simples chegada ao complexo não equivale à conclusão do acondicionamento. Para finalizar o serviço, era necessário deixar cada item na posição estabelecida, com estabilidade e condições adequadas à sua permanência no local.

Os registros técnicos da operação informam que os 15 bens foram fisicamente transferidos e posicionados em Deodoro. A fiscalização acompanhou as atividades e, nos relatórios examinados, não foram apontadas divergências materiais ou pendências operacionais que comprometessem a conclusão física dos serviços.

31 de agosto — Vagão fueiro FNP

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O primeiro bem registrado na operação foi um vagão fueiro FNP, transferido em 31 de agosto de 2026.

A movimentação integrou o conjunto de serviços especializados contratados para retirar os bens da Leopoldina e conduzi-los ao complexo ferroviário em Deodoro. Como nas demais etapas, o procedimento compreendeu a preparação para a retirada, o carregamento, o transporte rodoviário e o posicionamento no destino.

4 de setembro — Locomotiva ALCO RS-3

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Em 4 de setembro, foi realizada a transferência de uma locomotiva diesel-elétrica ALCO RS-3.

Por suas dimensões e características construtivas, a movimentação de uma locomotiva exige planejamento específico para a elevação e a acomodação da carga. O procedimento deve considerar os pontos de apoio, os equipamentos de içamento e as condições de estabilidade durante o carregamento e o deslocamento rodoviário.

Após a retirada de sua posição original, a locomotiva foi transportada até Deodoro, onde foi descarregada e posicionada na área designada.

8 a 12 de setembro — Dois guindastes ferroviários Plural

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Na etapa seguinte, entre 8 e 12 de setembro, foram transferidos dois guindastes ferroviários Plural.

A movimentação desses equipamentos exigiu cuidados compatíveis com suas características físicas e com as condições necessárias ao transporte. A operação envolveu os procedimentos de retirada, içamento, carregamento e fixação para o percurso rodoviário, seguidos da descarga e do posicionamento no local de destino.

A transferência dos guindastes integrou a sequência de movimentações que retirou da Leopoldina diferentes tipos de equipamentos e veículos ferroviários.

13 a 17 de setembro — Quatro carros de passageiros da série 400

Entre 13 e 17 de setembro, foram transferidos quatro carros de passageiros da série 400.

Por serem veículos ferroviários de grande porte, os carros precisaram ser movimentados com recursos compatíveis com suas dimensões e características. A operação incluiu a elevação e a acomodação nos veículos transportadores, seguida do deslocamento rodoviário até Deodoro.

No destino, os carros foram descarregados e posicionados na área prevista para sua guarda. A transferência dos quatro veículos representou uma das etapas da operação que reuniu o maior número de bens de uma mesma categoria.

14 a 17 de setembro — Cinco bondes históricos

Também entre 14 e 17 de setembro, foram transferidos cinco bondes históricos.

Assim como os demais bens, os bondes foram movimentados por via rodoviária, em uma operação que compreendeu sua retirada da área de origem, o içamento, o carregamento e o transporte até Deodoro. A descarga e o posicionamento final concluíram a movimentação física dos veículos.

Os bondes integram o conjunto de bens ferroviários e de transporte sobre trilhos retirados da Leopoldina. O registro fotográfico dessa etapa permite documentar não apenas os veículos, mas também os procedimentos empregados para sua transferência.

17 de setembro — Dois cofres de ferro

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A última etapa registrada ocorreu em 17 de setembro, com a transferência de dois cofres de ferro.

Com essa movimentação, foi concluída a sequência de translados dos 15 bens contemplados pelo serviço. A operação abrangeu, portanto, desde veículos ferroviários de grande porte até equipamentos de outra natureza, reunidos no mesmo processo de retirada e transporte.

Planejamento técnico acompanhou as operações

A transferência dos bens foi precedida por documentação técnica relacionada à movimentação das cargas. Entre os documentos previstos estavam o plano de movimentação, o plano de rigging — que estabelece procedimentos para içamento e movimentação de cargas —, a análise preliminar de riscos, o plano de contingência, a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), o seguro e as autorizações aplicáveis.

A execução envolveu equipamentos e acessórios compatíveis com cada tipo de carga. Depois da preparação e da retirada dos bens, o carregamento precisava garantir condições adequadas de acomodação e estabilidade para o transporte rodoviário.

Em Deodoro, a operação prosseguiu com a descarga e o posicionamento dos itens na área de destino. A fiscalização acompanhou as etapas e, conforme os relatórios examinados, não foram identificadas divergências materiais ou pendências operacionais que comprometessem a conclusão física dos serviços.

Quinze bens transferidos: e agora?

O conjunto transferido foi composto por:

  • 1 vagão fueiro FNP;
  • 1 locomotiva ALCO RS-3;
  • 2 guindastes ferroviários Plural;
  • 4 carros de passageiros da série 400;
  • 5 bondes históricos;
  • 2 cofres de ferro.

A documentação consultada registra a transferência física dos 15 bens para o Complexo Ferroviário XM5, em Deodoro. Esse resultado, contudo, não deve ser confundido com a conclusão de eventuais trabalhos de restauração, conservação ou preparação para exposição pública. E também deve ser relembrado e ressaltado que itens históricos ainda se encontram na estação Barão de Mauá, sem previsão de destinação conhecida, até o momento.

A mudança de local representa uma nova etapa na trajetória desses itens, mas sua destinação futura depende de medidas que vão além do transporte. As condições de acondicionamento de longo prazo, a manutenção, a identificação histórica e possíveis iniciativas de preservação são questões distintas, cuja situação precisa ser apurada separadamente.

Nesse contexto, as fotografias do translado têm valor documental: permitem acompanhar a retirada dos bens da Leopoldina, os procedimentos empregados na movimentação e a chegada ao novo local. Organizadas cronologicamente, elas também ajudam a reconstituir as diferentes fases de uma operação que envolveu 15 itens e foi executada ao longo de agosto e setembro de 2026.


Com informações de: documentação técnica de fiscalização e relatórios de execução da transferência.
Imagem de capa: Acervo Trilhos do Rio — registros do translado dos bens ferroviários da Leopoldina para Deodoro.
Todas as fotos publicadas no texto foram extraídas de documentos oficiais do Sistema Eletrônico de Informações do Governo do Estado do Rio de Janeiro

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