Imagens mostram andamento da construção da estação Gávea, da Linha 4 do Metrô - Imagem: divulgação

Imagens revelam o avanço das obras da Estação Gávea da Linha 4 do Metrô

Registros subterrâneos mostram dormentes, trilhos e frentes de escavação; estação da Linha 4 tem conclusão prevista para o segundo semestre de 2028.

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Imagens divulgadas nas redes sociais nos últimos dias mostram diferentes aspectos das obras da futura Estação Gávea, da Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro. Os registros apresentam estruturas subterrâneas, áreas de escavação em rocha, aplicação de armações metálicas e materiais ferroviários no interior de túneis. Entre os elementos que chamam a atenção estão dormentes de concreto distribuídos sobre uma camada de brita e um trilho posicionado na área registrada.

As fotografias foram divulgadas sem informações precisas sobre a data e o ponto exato em que cada uma foi produzida. Por isso, embora as características observadas sejam compatíveis com as intervenções na Gávea, não é possível determinar apenas pelas imagens o estágio de execução de cada frente de trabalho ou confirmar que os componentes retratados já estejam sendo instalados definitivamente na via permanente.

Imagens mostram andamento da construção da estação Gávea, da Linha 4 do Metrô - Imagem: divulgação
Imagens mostram andamento da construção da estação Gávea, da Linha 4 do Metrô – Imagem: divulgação

A retomada das obras representa uma etapa importante para concluir uma estação cuja construção ficou interrompida por aproximadamente uma década. A infraestrutura está localizada nas proximidades da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e integra o projeto da Linha 4, que conecta a Zona Sul à Barra da Tijuca. A previsão divulgada pelo Governo do Estado é concluir a estação no segundo semestre de 2028.

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Escavações subterrâneas continuam entre as principais frentes de trabalho

Parte das fotografias mostra grandes cavidades subterrâneas, paredes com aplicação de materiais de revestimento e estruturas metálicas associadas aos trabalhos de engenharia. Também aparecem operações de retirada de material escavado, atividade necessária para abrir os espaços destinados à estação e às estruturas complementares.

Imagens mostram andamento da construção da estação Gávea, da Linha 4 do Metrô - Imagem: divulgação
Imagens mostram andamento da construção da estação Gávea, da Linha 4 do Metrô – Imagem: divulgação

As características dos serviços são compatíveis com as etapas de escavação e preparação estrutural descritas pela Companhia de Transportes sobre Trilhos do Estado do Rio de Janeiro (Riotrilhos). Durante uma visita técnica realizada em 24 de julho de 2026, representantes do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ) acompanharam os trabalhos e receberam informações sobre a evolução do empreendimento. O registro da visita foi publicado pelo conselho em 3 de agosto.

As intervenções incluem a remoção controlada de rocha, a preparação das estruturas internas e a execução dos espaços necessários ao funcionamento da futura estação. Em trabalhos desse tipo, a escavação precisa ser coordenada com medidas de estabilização e contenção, de modo que as estruturas subterrâneas possam receber as etapas seguintes da construção.

A retirada do material escavado também faz parte da logística do canteiro. Como os serviços ocorrem em ambiente subterrâneo, a movimentação de equipamentos, trabalhadores e resíduos exige organização para permitir a continuidade das atividades e o acesso às diferentes frentes de obra.

Uma obra que permaneceu paralisada por cerca de dez anos

A construção da Estação Gávea começou em 2010, com a expectativa de integrar o projeto de expansão do metrô associado aos preparativos para os Jogos Olímpicos de 2016. Entretanto, as obras foram interrompidas em 2015 e permaneceram paralisadas por aproximadamente uma década.

Durante o período de paralisação, os poços escavados foram mantidos inundados de forma controlada como parte das medidas destinadas à preservação da estabilidade da estrutura. A solução definitiva para a retomada do empreendimento dependia de entendimentos entre o Governo do Estado, a concessionária, as empresas envolvidas na construção e os órgãos responsáveis pelo acompanhamento do projeto.

Imagens mostram andamento da construção da estação Gávea, da Linha 4 do Metrô - Imagem: divulgação
Imagens mostram andamento da construção da estação Gávea, da Linha 4 do Metrô – Imagem: divulgação

Em 2025, um acordo viabilizou a retomada das intervenções. O processo incluiu a retirada controlada da água acumulada nos poços, etapa necessária para permitir o acesso às estruturas e o prosseguimento dos serviços. O deságue começou em agosto daquele ano e foi acompanhado por medidas de controle ambiental e monitoramento técnico.

Com o canteiro novamente acessível, as equipes puderam retomar as escavações e avançar na preparação das áreas necessárias à conclusão da estação. A obra envolve, além do espaço destinado às plataformas e aos acessos, estruturas de circulação interna, saídas de emergência e instalações que precisarão estar concluídas antes da entrada em operação.

Detonações controladas permitem avançar na escavação da rocha

A retirada de rocha é uma das etapas mais complexas do empreendimento. Em dezembro de 2025, o Metrô CPTM informou que a retomada das detonações estava associada à abertura de trechos subterrâneos ainda necessários para concluir a ligação da estação com a infraestrutura existente. A estimativa divulgada naquele momento era remover cerca de 140 mil toneladas de rocha durante os trabalhos previstos.

As detonações controladas são utilizadas em locais onde a escavação convencional não é suficiente ou adequada às características geológicas e ao projeto de engenharia. A execução exige planejamento, controle das operações e procedimentos destinados a reduzir os riscos para trabalhadores, estruturas e áreas vizinhas.

Em junho de 2026, segundo a reportagem original do Metrô CPTM, o Consórcio Construtor Gávea informou ter alcançado 200 detonações desde a retomada dos trabalhos. O número indica a continuidade das atividades de escavação, mas não representa, isoladamente, uma medida do percentual total de conclusão da estação.

A evolução física do empreendimento depende de diferentes etapas que precisam avançar de forma coordenada. A abertura dos espaços subterrâneos é fundamental, mas ainda é necessário concluir estruturas civis, preparar instalações e executar os sistemas ferroviários e operacionais indispensáveis ao funcionamento da unidade.

Dormentes e trilhos chamam atenção nas imagens

Um dos registros mais relevantes mostra dormentes de concreto dispostos sobre brita no interior de um túnel, além de um trilho visível em parte da estrutura. Esses componentes estão associados à via permanente, conjunto de elementos que sustenta e orienta o deslocamento dos trens, incluindo trilhos, dormentes e a infraestrutura de apoio.

A presença desses materiais chama a atenção porque as obras da Gávea foram retomadas principalmente com atividades de drenagem, escavação e preparação estrutural. Em julho de 2026, durante a visita técnica, a Riotrilhos informou que as equipes também preparavam uma frente específica para a montagem da via permanente.

A disponibilização dos componentes ferroviários é uma etapa relevante para a sequência do projeto, mas as fotografias não permitem afirmar que a instalação da via esteja concluída ou que os elementos mostrados já façam parte de um trecho operacional. Também não há confirmação visual suficiente para identificar a procedência exata dos materiais retratados.

Documentos administrativos da Riotrilhos divulgados em outubro pelo Trilhos do Rio indicam que materiais armazenados na antiga área ferroviária da Leopoldina estão sendo separados para possível utilização nas obras da Gávea. Os registros mencionam dormentes e trilhos entre os itens discutidos com o Consórcio Construtor Gávea. Entretanto, sem uma identificação individual dos componentes fotografados, não é possível assegurar que sejam os mesmos materiais.

A distinção é importante para compreender o estágio do empreendimento: a presença de materiais no canteiro pode indicar preparação para etapas futuras, mas não comprova, por si só, a conclusão de serviços de instalação.

Conclusão permanece prevista para 2028

A Estação Gávea deverá ampliar as possibilidades de acesso ao metrô para moradores, estudantes, trabalhadores e visitantes da região. Sua conclusão permitirá atender diretamente uma área que, apesar de estar prevista no projeto da Linha 4, permaneceu sem a estação durante anos.

A entrega, porém, depende da conclusão das escavações e estruturas civis, da implantação dos sistemas ferroviários e da realização dos testes necessários antes da abertura ao público. A evolução de uma obra subterrânea dessa complexidade precisa ser acompanhada considerando o conjunto das etapas, e não apenas a presença de materiais ou a aparência de uma frente específica.

Por enquanto, as imagens oferecem um registro visual das atividades no interior do canteiro e reforçam que diferentes componentes da obra seguem em desenvolvimento. A previsão oficial divulgada pelo Governo do Estado permanece no segundo semestre de 2028, prazo que dependerá do avanço dos serviços restantes e da preparação da estação para operar com segurança.


Fonte: Metrô CPTM; CREA-RJ; Riotrilhos; Governo do Estado do Rio de Janeiro; Trilhos do Rio.
Imagem: divulgação

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