Metrô tem operação tumultuada por falha de sinalização na noite de segunda-feira (06)
Uma ocorrência operacional no sistema metroviário do Rio de Janeiro provocou transtornos significativos para passageiros no início da noite da última segunda-feira (6). Usuários relataram interrupções, atrasos e até evacuação de composições na altura da estação Estácio, em um episódio que rapidamente repercutiu nas redes sociais. As informações foram divulgadas por relatos de passageiros e veículos de comunicação, como o site TEMPO REAL.
De acordo com testemunhos publicados na plataforma X, os primeiros sinais de anormalidade começaram ainda no fim da tarde, quando intervalos irregulares passaram a ser percebidos na operação dos trens. Com o agravamento da situação, por volta das 19h, uma composição foi esvaziada e passageiros desembarcaram na estação Estácio, gerando sensação de desorganização e insegurança entre os usuários.
Um dos relatos mais compartilhados descreve o momento como caótico: passageiros afirmaram ter sido obrigados a deixar o trem sem informações claras sobre a continuidade da viagem, especialmente no sentido da Tijuca. “O metrô está bloqueado entre as estações Estácio e Uruguai, sem previsão de uma nova linha para a Tijuca. Fomos abandonados no meio do caminho”, relatou um usuário, evidenciando a insatisfação com a condução da ocorrência.
Segundo o Centro Integrado de Mobilidade Urbana (CIMU), o problema teve origem em uma falha no sistema de sinalização no trecho entre as estações Saens Peña e Uruguai, afetando diretamente a operação da Linha 1. Como medida emergencial, a circulação passou a ocorrer de forma provisória apenas entre as estações Estácio e Jardim Oceânico, resultando em intervalos irregulares e redução da capacidade de atendimento aos passageiros.
A concessionária MetrôRio informou que equipes de manutenção foram mobilizadas para atuar no local e restabelecer as condições normais de operação. Ainda assim, o impacto no fluxo de passageiros foi imediato, especialmente considerando o horário de pico, quando o sistema registra maior demanda.
Outro ponto destacado nos relatos foi a devolução de passagens aos usuários afetados. Passageiros afirmaram que, diante da impossibilidade de prosseguir viagem, houve reembolso dos valores pagos, medida que busca mitigar o prejuízo imediato, mas que não resolve o transtorno logístico enfrentado por quem dependia do transporte para retornar para casa.
Enquanto a Linha 1 operava de forma limitada, as linhas 2 e 4 mantiveram funcionamento regular, segundo o CIMU, o que ajudou parcialmente na redistribuição da demanda. No entanto, a integração entre as linhas e a necessidade de baldeações adicionais contribuíram para o aumento do tempo de deslocamento de muitos usuários.
