Como alguns profissionais dentro de governos prejudicam o retorno das ferrovias

a8601c2ffd4474060e9a98082aeaf365

Loading

­
✍️ Sam Heughan Nail
📆 11/02/2026
⏱️ 16h30
📷 Monumento Maria-Fumaça na Orla Ferroviária de Campos Grande-MS. Imagem: Capital News

 

“Hoje, a rede existente tem dois problemas: a bitola estreita, que faz o trem andar muito devagar, e o fato de passar dentro das cidades, com muitas curvas.”

 

Essa frase, publicada em diversos veículos de comunicação, é atribuída ao atual ministro dos transportes, Renan Filho. O contexto em que foi dita se refere às ferrovias no Mato Grosso do Sul. Ele, como ministro, não tem obrigação de conhecer o setor e muito menos o governador daquele estado, mas mostra a situação em que se encontra o setor com gente do segundo escalão que pouco ou nada entende do assunto assessorando autoridades, é como se fossem pessoas que não enxergam guiando pessoas que não possuem visão.

  • Desconhecem os debates entre Paulo de Frontin e outros engenheiros acerca da bitola métrica e bitola larga;
  • Desconhecem o uso de bitola métrica ainda hoje em países como o Japão e Espanha;
  • Desconhecem que trens de bitola métrica na Europa chegam a 150 km/h;
  • Desconhecem a existência de trens pendulares (vide nossa matéria abaixo);

Trens Pendulares a Diesel




───── INÍCIO DA PUBLICIDADE


───── FIM DA PUBLICIDADE




  • Desconhecem o custo muito maior de construção de uma linha de bitola larga em comparação com uma em bitola métrica;
  • Desconhecem praticamente tudo.

Lembra o debate na câmara de deputados entre um deputado veterinário por formação e um burocrata de carreira dizendo que leite em pó não é leite.

E assim caminha o setor, gerido por burocratas que nada conhecem, que auxiliam políticos que nada sabem.


Autor

  • 40985e38 ea01 4e8d 9c51 d0864e8afb36

    Engenheiro, pesquisador, ex-professor assistente da Universidade de Limerick, já aposentado, morou no Brasil, costuma escrever sobre atualidades e sobre história.

    Ver todos os posts
VEJA TAMBÉM  Artigo nº 1: o que realmente houve com as ferrovias no Brasil? (2)

Deixe um comentário