[VÍDEO] Acidente entre trem e carro ocorre novamente em Paraíba do Sul

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✍️ Redação Trilhos do Rio, com informações de Focar Regional Notícias e Eventos e Portal Gov.br
📅 22 de outubro de 2025
🕚 07h11
📷 MRS Logística

Um novo sinal de alerta foi acionado em Paraíba do Sul, no interior do Rio de Janeiro. Um grave acidente ocorreu na Travessa da Matriz — um carro de passeio colidiu com uma composição ferroviária em uma passagem em nível.

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O veículo ficou totalmente destruído com o impacto. Imagem: GDF/Redes Sociais

Embora o condutor tenha sofrido escoriações, apesar da gravidade da colisão, e sido prontamente atendido pela equipe do Samu, o impacto volta a suscitar atenção para os constantes incidentes em cruzamentos rodoviário-ferroviários na região. Vejam o vídeo do incidente abaixo:




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Esse episódio representa um padrão preocupante: as chamadas passagens em nível (PN) — onde a via rodoviária cruza os trilhos da ferrovia no mesmo nível — continuam sendo pontos críticos de risco para motoristas, pedestres e maquinistas.

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Transeuntes se aglomeraram buscando colaborar e obter mais informações – Imagem: GDF/Redes Sociais

Dados oficiais indicam que a região fluminense figura entre as mais afetadas. Por exemplo, a concessão da MRS Logística registrou 103 acidentes no eixo Minas-Rio-São Paulo em 2020, e os incidentes tem se tornado mais frequentes. Desse total, o Rio de Janeiro concentrou 48 casos, ou seja quase metade. Outro dado preocupante é sobre a região de Barra Mansa, também no Estado do Rio de Janeiro, que registrou 11 casos em 2020 (6 abalroamentos e 5 atropelamentos) segundo a MRS.

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O Serviço de Emergência foi rapidamente acionado e prestou os primeiros socorros – Imagem: GDF/Redes Sociais

Esses números reforçam que muitas ocorrências não são isoladas, e sim parte de um padrão de risco elevado em cruzamentos ferroviários rodoviários no estado.

Alguns fatores se somam para tornarem as PN situações de alto risco:

  • A massa e velocidade de um trem exigem distâncias longas e tempo elevado para frear. Mesmo que o maquinista acione os freios imediatamente, a parada pode levar centenas de metros.

  • Comportamento humano: imprudência, uso de celular, tentativas de ultrapassagem, desatenção, falta de parada antes de cruzar — todos são fatores que respondem por cerca de 75% dos acidentes ferroviários no país. 

No incidente ocorrido em Paraíba do Sul, o carro avançou deliberadamente na direção dos trilhos, mesmo com a sinalização ativa e cancela em posição de bloqueio rodoviário, resultando na colisão contra a composição. Apesar do desfecho sem fatalidades, esse tipo de ocorrência reforça a necessidade de atenção redobrada, por parte dos condutores e pedestres que precisam atravessar as vias férreas.

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Boas práticas de segurança e o que mudar

É sempre bom, para evitar episódios semelhantes, ressaltar os cuidados e atitudes que são essenciais nestes locais:

  • Pare, olhe e escute antes de cruzar os trilhos. A orientação é básica como saber dirigir, portanto não se deve descuidar nunca desse cuidado.

  • Respeite a sinalização fixa ou ativa: se há cancelas, luzes ou campainhas, obedeça. Não tente “atravessar rápido” quando percebe o trem se aproximar.

  • Evite desatenção: não use celular, fones de ouvido ou distrações ao volante e muito menos no momento da travessia de ferrovias.

  • No caso de veículos longos, caminhões e carretas: atenção redobrada, pois a travessia pode demandar mais espaço, mais tempo e maior visibilidade reduzida.

O desafio para o futuro

Apesar de progressos regulatórios — a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) reforça que cerca de 75% dos acidentes são por imprudência de terceiros — o Brasil ainda apresenta índices de acidentes ferroviários significativamente superiores aos países europeus.
Nos próximos anos, o foco precisa ser duplo: infraestrutura + cultura de segurança. Eliminar ou melhorar as travessias em nível nos trechos urbanos e rurais é tão importante quanto educar motoristas e pedestres sobre o perigo real que representam.
No Rio de Janeiro, cada novo incidente — como o de Paraíba do Sul — deve servir como alerta para que o “normal” da travessia não seja subestimado.


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    O Departamento de Pesquisas e Projetos Trilhos do Rio surgiu como um grupo de amigos, profissionais, entusiastas e pesquisadores ferroviários que organiza, desde o ano de 2009, eventos, atividades e pesquisas, tanto documentais quanto em campo, sobre a história e patrimônio ferroviário do estado do Rio de Janeiro, com o objetivo de resgatar, preservar e divulgar a história e memória dos transportes sobre trilhos fluminenses.
    Entre os anos de 2014 e 2021 fomos formalizados como uma ONG, a Associação Ferroviária Trilhos do Rio, e desde 2024 fazemos parte, como um departamento, da Associação Ferroviária Melhoramentos do Brasil

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