Projeto propõe novamente VLT na zona sul Carioca

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✍️ Redação Trilhos do Rio, com informações de Vitor Serra, do Diário do Rio
📅 25/07/2025
🕚 22h28
📷 BNDES

Um novo capítulo na mobilidade urbana do Rio de Janeiro pode estar prestes a ser escrito. Um estudo técnico conduzido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em conjunto com o Ministério das Cidades, apresenta uma proposta detalhada para a implantação de uma linha de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na Zona Sul da capital fluminense. O projeto contempla um traçado de 10,4 quilômetros, ligando a Praia de Botafogo à Praça Antero de Quental, no Leblon, com um total de 20 estações previstas ao longo do percurso.

A ideia central é aproveitar a malha viária já existente, adaptando faixas de circulação de veículos para uso exclusivo do VLT, o que implica na redução do espaço destinado a automóveis particulares. As vias que receberiam os trilhos incluem trechos importantes e movimentados como as ruas São Clemente, Voluntários da Pátria e a Rua Jardim Botânico, numa rota que atravessa os bairros de Botafogo, Jardim Botânico, Gávea e Leblon.




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O projeto inclui ainda conexões com o sistema metroviário da cidade: a Estação Botafogo, que atende as Linhas 1 e 2 do Metrô, funcionaria como um ponto de integração, assim como a futura Estação Gávea da Linha 4, hoje paralisada, mas considerada estratégica para o eixo Zona Sul–Barra da Tijuca.

Com estimativas já avançadas de custo, demanda e impacto urbano, o plano sugere um investimento na ordem de R$ 1,7 bilhão. Os estudos apontam para uma capacidade de transporte de aproximadamente 100 mil passageiros por dia, número que não apenas justificaria o investimento, como também superaria com folga a antiga operação do “Metrô na Superfície”, desativado no ano anterior por falta de eficiência e integração adequada.

A nova linha teria estações estrategicamente distribuídas, atendendo áreas de grande circulação e importância institucional, educacional e comercial. Estão previstas paradas próximas ao Cobal do Leblon, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Hospital da Lagoa, Colégio Pedro II, além de diversos pontos ao longo das principais vias de Botafogo, totalizando nove estações apenas nesse bairro.

A iniciativa resgata uma visão de mobilidade integrada que chegou a ser discutida publicamente em 2022, quando o prefeito Eduardo Paes declarou a intenção de expandir o VLT para além do Centro do Rio, onde o sistema opera desde 2016. Na época, Paes chegou a apresentar um esboço de rede ferroviária leve com mais de 200 quilômetros de extensão, abrangendo diversas regiões da cidade. Também foram prometidas intervenções urbanísticas e de infraestrutura, como as obras de drenagem na Rua Jardim Botânico, região historicamente afetada por alagamentos frequentes, especialmente em períodos de chuva intensa.

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O retorno do VLT ao centro das discussões sobre mobilidade na Zona Sul revela uma movimentação concreta para retomar projetos de transporte sustentável e menos poluente. A proposta do BNDES surge, assim, como uma alternativa moderna, silenciosa e de baixa emissão de carbono, podendo transformar radicalmente a dinâmica urbana de uma das áreas mais emblemáticas da cidade do Rio de Janeiro.

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    O Departamento de Pesquisas e Projetos Trilhos do Rio surgiu como um grupo de amigos, profissionais, entusiastas e pesquisadores ferroviários que organiza, desde o ano de 2009, eventos, atividades e pesquisas, tanto documentais quanto em campo, sobre a história e patrimônio ferroviário do estado do Rio de Janeiro, com o objetivo de resgatar, preservar e divulgar a história e memória dos transportes sobre trilhos fluminenses.
    Entre os anos de 2014 e 2021 fomos formalizados como uma ONG, a Associação Ferroviária Trilhos do Rio, e desde 2024 fazemos parte, como um departamento, da Associação Ferroviária Melhoramentos do Brasil

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