CONTINUAÇÃO DA SEGUNDA PARTE DO ARTIGO
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Mitos diluvianos, tentando explicar as origens da tecelagem e outras cozitas mais.
Considerando existirem relatos de dilúvios em diversas civilizações, sendo o mais conhecido deles o de Noé. Não seria mais aceitável acreditarmos que um dilúvio tenha destruído as civilizações antigas, que hoje desconhecemos, esses povos sobreviventes terem criado civilizações e essas novas civilizações criadas terem criado tecnologia a partir do que seus sobreviventes lembravam? Sendo a tecelagem uma delas?
Além do dilúvio bíblico, existem citações a dilúvios em diversas culturas.
A Mitologia Grega fala de três dilúvios, aqui citaremos apenas o da idade do bronze, envolvendo Deucalião (o mais justo dos homens) e sua esposa Pirra (a mais virtuosa das mulheres),
Zeus decide destruir a humanidade com um cataclismo baseado na água como punição pela humanidade ter aceitado o fogo de Prometeu, ele avisa Deucalião e sua esposa Pirra para construírem um barco e poderem ser salvos do desastre.
O navio de Deucalião parou no monte Parnaso, onde o oráculo de Têmis ordenou que se atirassem pedras. As pedras lançadas por Deucalião tornaram-se homens e aquelas lançadas por Pirra tornaram-se mulheres.
Na Mitologia persa, se fala do deus Ahura Mazda que ordena que o primeiro homem, Jamshid, se esconda em uma caverna com seus melhores homens, animais e plantas, porque o mundo será destruído por um dilúvio por Ahriman, o deus do mal.
Na Mitologia Suméria conta-se sobre uma inundação universal que assustou até mesmo os deuses. A história é considerada mais antiga do que a história da Arca de Noé, no Livro de Gênesis, e é datada de aproximadamente 1600 a.C.
A história do dilúvio sumério é conhecida como o “Gênesis de Eridu” e foi transmitida oralmente até ser escrita.
A Mitologia Babilônica cita a Epopeia de Gilgamesh e a narrativa de Atrahasis, (o muito inteligente) um poema épico sobre a criação e o dilúvio universal.
Curiosamente essa é a narrativa mais parecida com a Bíblia, narra a história de Utnapistim encarregado por Enqui (Ea) a abandonar suas posses e criar um navio gigante a ser chamado o preservador da vida. Utnapistim foi encarregado de trazer sua esposa, família e parentes com os artesãos de sua aldeia, bebês de animais e grãos. O dilúvio que se aproximava acabaria com todos os animais e os seres humanos que não estivessem no navio. Após doze dias na água, Utnapistim abriu a escotilha do seu navio para olhar em volta e viu as encostas do Monte Nisir, onde ele descansou seu navio durante sete dias.
No sétimo dia, ele enviou uma pomba para fora para ver se a água havia recuado, a pomba não pôde encontrar nada além de água, assim retornou. Então ele enviou uma andorinha, e como antes, voltou, não encontrando nada. Finalmente, Utnapistim enviou um corvo, o corvo viu que as águas tinham recuado, por isso circulou ao redor, mas não retornou. Utnapistim então libertou todos os animais e fez um sacrifício aos deuses. Os deuses vieram e, porque ele tinha preservado a semente do homem ao permanecer leal e confiante de seus deuses, Utnapistim e sua esposa receberam a imortalidade, bem como um lugar entre os deuses celestiais.
Na Mitologia Fenícia a memória do dilúvio universal é muito vaga. A história conta que os deuses Baal e Kusor devem concordar em consertar o céu e a terra a pedido de Aleyín (filho de Baal), para que não inundam a terra novamente.
Na Mitologia Hindu, Nos Vedas há a história de Manu, um rei da Índia, avisado por um avatar do deus Vishnu que assume a forma de um enorme peixe e ordena que ele construa um barco com o qual ele é salvo da destruição.
Na Mitologia Maia, O deus Uk’u’x Kaj decide acabar com a humanidade por meio de um dilúvio. Com efeito, este dilúvio universal significou um julgamento prévio, pois no futuro viria outro baseado no fogo.
Na Mitologia Persa, temos o herói Yima dizendo que Ormuzd lhe ordenara que ensinasse a lei dívida à humanidade, mas Yima, recusara consentido apenas em oferecer-lhes a sua proteção. Assim que soube que um terrível inverno atingiria a Terra, a que seguiria de uma grande inundação, construiu um grande edifício no qual guardou as melhores espécies de animais e plantas que pode e viveu feliz durante mil anos com os homens a quem dera abrigo.
Na Mitologia Chinesa, o deus maligno Kong-Kong derruba com a cabeça uma das colunas que sustentam a abóbada do céu, que é perfurada, e derrama milhões de litros sobre os habitantes do mundo, matando quase todos.
Na Mitologia Egípcia, os antigos egípcios tinham uma lenda relacionada com uma inundação universal. O Deus Tum extraiu as águas dos abismos e derramou-as sobre a Terra a fim de inundar, destruindo o gênero humano. Todos os homens pereceram, exceto aqueles que estavam na embarcação do Deus.
Na Mitologia Nórdica, é relatada a história de um gigante chamado Imir, morto pelos filhos do deus Borr: Odin, Vili e Ver. O sangue de Imir submergiu a Terra, a tal ponto que quase todos os gigantes, a maravilhosa raça que segundo a mitologia escandinava, habitava o nosso planeta, pereceram no grande dilúvio, exceto o gigante Belgemir que se tinha posto a salvo com sua mulher num barco.
Citamos aqui de forma resumida apenas alguns mitos, existem mais de 600, o mito do dilúvio está presente em diversas culturas. Abaixo um vídeo que fala mais do assunto, mas ainda assim de forma superficial, de um assunto bem extenso.

Vamos esclarecer algo aqui. Jamais defenderemos teorias de que extraterrestres ou coisas correlatas tenham inventado a tecelagem. Nossa teoria é simples, acreditamos que tenham surgido e existido civilizações aqui mesmo muito antigas, algumas desconhecidas outras não, que inventaram a tecelagem, simples assim. Sem fantasias.
Battlestar Galactica, série de 2008, essa é outra série recomendada por nós, de quando os produtores sabiam fazer filmes e series, sem lacração e mostrando mensagens.
Essa é a última cena da série. Deixando claro ser apenas uma série de ficção cientifica, sugere que essa nossa civilização atual, seria mais uma civilização, surgida a partir dos escombros de outras civilizações antigas desconhecidas.
Se o leitor gosta de ficção, abaixo um corte com a mais fantástica manobra de combate já mostrada em um filme de ficção cientifica:
Abaixo informações exclusivas para nerds:


O Comandante Adama é bem mais estiloso e completo do que o Capitão Kirk, mas muitos não estão preparados para ter essa conversa.
Voltando a nossa programação normal, temos o cuidado de deixar claro que levantamos apenas hipóteses e mostramos aqui essa cena de uma série de ficção cientifica, não queremos que pessoas sem noção digam que defendemos o indefensável.
Se alguém acha essa ideia inexequível, vejam os vídeos abaixo:
https://www.facebook.com/reel/912195680455584
https://www.facebook.com/reel/1135679838179759
https://www.facebook.com/watch/?v=480608685029902
https://www.facebook.com/watch/?v=1120695049455103
https://www.facebook.com/reel/8669421179847993
Construções inexplicáveis, que corroboram nossa opinião de civilizações bem mais antigas, menção honrosa aos Dogons, tribo indígena que na década de 40 quando foram estudados afirmaram ter vindo de uma estrela que só foi descoberta anos depois.
Acima, a cidade de Petra, na Jordânia, que foi cenário do filme Indiana Jones e a última Cruzada. O autor, como engenheiro, pode afirmar ser bem complexo com a tecnologia da época construir prédios como esses. Como foram construídos e quem os construiu?
ETs podem existir, mas certamente não vivem aqui fazendo turismo.
É mais cômodo e passa uma imagem mais descolada, acreditar no ET que viaja pelo espaço e vem para o Brasil tomar caldo de cana, como alguns já disseram ter acontecido, do que raciocinar um pouco e cogitar a possibilidade de termos tido civilizações mais antigas do que as conhecidas.

Exemplos de mistérios do passado
- Yakhchal
Aqui mais um exemplo da criatividade e da capacidade dos antigos, essa estrutura de nome impronunciável chama-se poço de gelo, em persa, existiam já em 400 A.C. e conservavam no verão o gelo produzido no inverno. Forneciam gelo usado na conservação de alimentos.
Com uma pequena porta de entrada, eram extremamente fundos, usava princípios da física onde o ar quente sobre e o ar frio desce, o vento frio entrava e mantinha o frio interno e o eventual ar quente saia pelo orifício existente em cima.
Conservava alimentos frios por muito tempo. Possibilitou aos habitantes da época criarem o Faloodeh, uma tradicional sobremesa persa existente até hoje.

Em Kerman, no Irã, ainda existe um equipamento desses bem conservado. Exemplo da tecnologia e da capacidade dos antigos.
Quem deu a ideia e como essas estruturas foram construídas?
- Caminho de Peaberu
Bem aqui no Brasil existe mais um mistério antigo até hoje não desvendado: os caminhos de Peaberu. Uma série de estradas construídas originalmente por um povo desconhecido que ligava diversas localidades do Brasil ao Peru. Aqui em nosso estado temos a estrada que liga Parati a Guaratinguetá, que originalmente fazia parte desse caminho. Parati no passado teria sido um porto de acesso a esse caminho, relatos indicam que seria marcado, com marcos sinalizando distância, mas nada disso sobreviveu, foram substituídos no caso aqui do Rio de Janeiro pelos caminhos do ouro. Quem os construiu? Fica mais um mistério, no Paraná e em Santa Catarina existem pequenos trechos ainda existentes, de não mais de 100 metros. Mistérios do passado sem resposta.


- O mecanismo de Anticítera
Esse mecanismo fabricado com engrenagens extremamente sofisticados foi encontrado em 1901 no fundo do mar próximo à ilha de Antikythera na Grécia,
Era usado para prever posições celestes, fases da Lua, eclipses e calcular calendários, não se sabe a sua origem efetiva, é datado como tendo sido criado no século I A.C.
- O Quadrado de Sator
O quadrado de Sator é um quebra-cabeça de palavras que consiste em um palíndromo de cinco palavras latinas, disposto em uma grade de 5×5: SATOR, AREPO, TENET, OPERA, ROTAS.
O quadrado de Sator é um enigma que tem sido estudado por eruditos há 150 anos, sem que se tenha chegado a uma conclusão universalmente aceite sobre o seu significado.
Vejam o vídeo abaixo produzido pela BBC
O exemplar mais conhecido foi descoberto em 1925, nas ruínas de pompeia, mas existem indicações de que ele exista desde o império romano, tendo já sido encontradas menções a ele em diversas civilizações antigas, sendo sua origem desconhecida.
- Disco de Nebra
O Disco de Nebra é uma placa de bronze com aplicações em ouro, onde estão representados fenômenos astronômicos e símbolos religiosos. Acredita-se que o disco tenha sido criado entre 1700 e 2100 A.C.
E considerado um dos achados arqueológicos mais importantes da nossa época.
Para concluir essa parte mostrando a criatividade e a competência de nossos antepassados, vejam abaixo o Panteão de Roma e sua cúpula, a maior cúpula de concreto não reforçado do mundo, sem estruturação em aço, com 43,44 metros de diâmetro, construída em 125 D.C. A única reforma estrutural pelo qual essa estrutura passou foi em 1925. A turma da época antiga era boa de construção.
Não custa nada pensar em Deus e na inspiração divina. Sheldon Cooper, um de nossos personagens favoritos de séries, e sua mãe falando sobre Deus. Hoje em dia, para muitos, é mais fácil acreditar em ETs do que em Deus, vamos restaurar um pouco nossa fé.
Turquia, Índia e China, são países com uma enorme quantidade de monumentos e construções que não se encontram explicações para sua origem ou de como foram construídas. Isso decorre da própria antiguidade dessas civilizações. Poderíamos citar várias, mas fica a dica para que nossos leitores pesquisem.
Voltemos a nossa programação normal e falemos da tecelagem.
Schubert – Gretchen Am Spinnrade (Gretchen À Roca De Fiar)
Triste quem não estuda história, tem pouca cultura e desconhece o passado. Franz Schubert, compositor austríaco clássico, compôs a música acima, inspirado em alguns versos de Fausto, peça de teatro escrita por Goethe, que narra a história de Gretchen uma mulher apaixonada, que ao fiar em sua Roca fala sobre a espera pelo seu grande amor ausente. A música em si é um tremendo melodrama, seria hoje se fosse uma novela, uma novela mexicana. Essa música está disponível no YouTube. Mas sempre mulheres operando Rocas.
A origem da Roca de Fiar é um fio muito difícil de desenrolar. Você sabia que ninguém sabe ao certo quem inventou a primeira roda de fiar? Frase retirada da página do Facebook Mãostiqueiras
Abaixo um filme que mostra bem a questão das mulheres e a tecelagem, o filme Jovem Messias de 2016, é um filme fantasioso que fala sobre a infância de Jesus, os evangelhos nada falam sobre esse período da vida de Jesus, ele simplesmente não é mencionado, mas é um filme bem-feito, bem escrito, uma boa diversão, e tem uma direção de arte impecável. As roupas são condizentes com a época, mas o que chama a atenção é mostrado de 1°06’15” até 1°06’50”, é um trecho bem curto, que mostra um grupo de mulheres tecendo, isso dois mil anos atrás, e isso de fato pode ter acontecido. Esse filme está disponível no YouTube.

A tecelagem foi importante como já mostramos aqui para as navegações com a fabricação das velas, os tecidos também foram usados para definir a classe social das pessoas, pessoas ricas tinham roupas produzidas com tecidos de algodão de melhor qualidade com um processo de fabricação do fio melhor, o que chamamos hoje de algodão penteado, e as mais humildes com o chamado algodão cardado, mais grosseiro, usados atualmente em sacaria de produtos como café, aqui outro aspecto onde o filme foi preciso, mostrando as roupas da época serem mais rústicas nas pessoas mais humildes. A tecelagem também foi importante para o desenvolvimento da química que possibilitou a descoberta de alvejantes e melhora nos processos de tingimento, e acabamento. E foi importante no desenvolvimento da engenharia mecânica, tecidos melhores e, por melhores, entendamos tecidos com a trama mais bem-feita, mais apertada, exigiam engrenagens melhores e mais complexas e graças à tecelagem essas engrenagens foram criadas. Mas vamos falar um pouco do desenvolvimento das empresas e da idade média.
Aqui uma observação importante. Alvejantes que fazem o branco ficar mais branco só surgem a partir do século XVIII. As túnicas super brancas que aparecem nos filmes mostrando no império romano, os senadores, os romanos em geral não existiam, aquilo é uma licença poética. As túnicas vermelhas existentes, provavelmente pela ausência de fixadores eram pouco lavados para não desbotarem.
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