Linha 3 do Metrô é tema de debate pelo CREA-RJ
A sede do Conselho foi o local do debate sobre os estudos da Linha 3 do Metrô desenvolvidos pela COPPE/UFRJ
O projeto que estuda a implantação da futura Linha 3 do Metrô do Rio de Janeiro voltou a ganhar destaque nesta semana. O tema foi debatido durante a 3ª Reunião Ordinária do Grupo de Trabalho de Mobilidade Urbana do CREA-RJ, realizada na sede do Conselho, no Centro do Rio, reunindo especialistas em transportes, engenharia e mobilidade para discutir o andamento dos estudos e os desafios técnicos da implantação do novo corredor metroviário.
Desenvolvido pela COPPE/UFRJ, o projeto denominado Prisma-RJ busca estabelecer diretrizes para a implantação da Linha 3, considerada uma das mais importantes expansões do sistema metroviário fluminense. A proposta prevê aproximadamente 50 quilômetros de extensão e 29 estações, conectando os municípios de Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, beneficiando diretamente cerca de 1,7 milhão de pessoas.
Durante a reunião, o coordenador do projeto, o engenheiro civil e professor do Programa de Engenharia de Transportes da COPPE/UFRJ, Rômulo Orrico, apresentou o estágio atual dos estudos, destacando que o trabalho envolve levantamentos técnicos, estudos de campo e análises de diferentes alternativas de engenharia para a futura implantação da linha.
Segundo Orrico, um dos principais desafios é a ligação entre Rio de Janeiro e Niterói, que deverá exigir soluções construtivas complexas para atravessar a Baía de Guanabara.
Caso seja implantada, a Linha 3 deverá conectar importantes polos de emprego, educação e serviços da Região Metropolitana. Entre os pontos previstos estão o Largo da Carioca e o Aeroporto Santos Dumont, na capital; a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Praça do Rink, em Niterói; além de Venda das Pedras e Itaboraí Plaza, em Itaboraí.
Além da melhoria da mobilidade, os estudos apontam benefícios como a redução dos tempos de deslocamento, maior integração entre municípios, ampliação do acesso da população às oportunidades de trabalho e serviços, além da geração de empregos durante a fase de construção.
O coordenador do Grupo de Trabalho de Mobilidade Urbana do CREA-RJ, engenheiro Alexandre Vacchiano de Almeida, destacou que a Linha 3 integra uma série de discussões que o grupo pretende aprofundar ao longo de 2026. Entre as próximas atividades previstas estão visitas técnicas às obras da Estação Gávea do MetrôRio e reuniões com representantes da TrensRJ, atual permissionária responsável pela operação dos trens metropolitanos.
A reunião também abordou outros temas relacionados ao planejamento dos transportes, como o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU) e os impactos provocados pela recente greve dos ônibus na capital fluminense.
Um projeto estratégico para a mobilidade metropolitana
A Linha 3 é considerada uma das intervenções mais aguardadas da mobilidade fluminense há décadas. Sua implantação poderá representar uma mudança estrutural na integração entre o Rio de Janeiro e os municípios do Leste Metropolitano, reduzindo a dependência do transporte rodoviário e oferecendo uma alternativa de alta capacidade para milhões de passageiros.
Embora ainda esteja em fase de estudos, o avanço das discussões técnicas demonstra que o projeto continua sendo tratado como uma das principais propostas para o futuro da mobilidade sobre trilhos no estado, reunindo especialistas, universidades e entidades da engenharia na busca por soluções que possam tornar sua implantação viável.
Com informações e foto de capa do CREA-RJ
